Rússia acusa EUA de provocação agressiva após incidente fatal em águas cubanas
Rússia acusa EUA de provocação após incidente em Cuba

Rússia classifica incidente em águas cubanas como provocação agressiva dos Estados Unidos

O governo russo emitiu uma declaração contundente nesta quinta-feira, caracterizando como provocação agressiva dos Estados Unidos o incidente ocorrido na quarta-feira em águas territoriais cubanas. O episódio envolveu uma lancha de bandeira americana e resultou na morte de quatro tripulantes após confronto com autoridades cubanas.

Detalhes do confronto marítimo

Segundo o Ministério do Interior de Cuba, a embarcação foi detectada na manhã de quarta-feira navegando ilegalmente em suas águas territoriais. As autoridades cubanas afirmam que os dez ocupantes da lancha pretendiam realizar uma infiltração com fins terroristas e não obedeceram às ordens de parada.

O ministério detalhou que:

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  • A lancha abriu fogo contra uma embarcação da Guarda Costeira cubana que tentava abordá-la
  • Quatro tripulantes foram mortos no confronto
  • Seis pessoas ficaram feridas, todas identificadas como cubanos residentes nos Estados Unidos
  • Um guarda costeiro cubano necessitou de assistência médica

Reações internacionais e investigações

A porta-voz do Ministério do Exterior russo declarou à agência TASS que esta é uma provocação agressiva por parte dos Estados Unidos, cujo objetivo é agravar a situação e desencadear um conflito. A declaração russa surge em um contexto de tensões diplomáticas entre Washington e Havana.

Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o governo dos Estados Unidos vai responder adequadamente ao incidente após reunir mais informações. Rubio observou que todas as informações disponíveis até o momento provêm das autoridades cubanas e que seu governo pretende verificar os fatos por meio de fontes independentes.

Paralelamente, o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação sobre o caso. O governo cubano, por sua vez, afirmou que a maioria das pessoas a bordo da embarcação tem histórico conhecido de atividades criminosas e violentas.

Material apreendido e características da embarcação

Durante a operação, as autoridades cubanas apreenderam um arsenal significativo, incluindo:

  1. Rifles de assalto e pistolas
  2. Artefatos explosivos de fabricação artesanal (coquetéis Molotov)
  3. Coletes à prova de bala
  4. Miras telescópicas
  5. Uniformes de camuflagem

Segundo informações do jornal The New York Times, a embarcação atacada era uma lancha Pro-Line fabricada em 1981, com aproximadamente sete metros de comprimento, normalmente usada como barco de pesca. O veículo não fazia parte de uma flotilha oficial e não pertencia à Guarda Costeira ou Marinha dos Estados Unidos.

Contexto de tensão bilateral

Este incidente ocorre em um momento particularmente delicado nas relações entre Estados Unidos e Cuba, marcado pela recente imposição de um embargo petrolífero por Washington à ilha caribenha. Os apelos para que Havana chegue a um acordo têm sido frequentes, enquanto incidentes semelhantes têm sido reportados nos últimos anos.

Os dois últimos casos registrados em 2022 também resultaram em mortes e estão geralmente relacionados com tentativas de remoção ilegal de pessoas da ilha. A situação mantém as relações bilaterais em um estado de permanente tensão, com cada novo incidente potencializando as desconfianças mútuas e as acusações diplomáticas.

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