Pentágono ameaça retomar guerra contra Irã se acordo de paz não for aceito
Pentágono ameaça retomar guerra se Irã não aceitar acordo

Pentágono alerta Irã sobre retomada imediata de guerra se acordo não for aceito

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fez um alerta contundente ao Irã nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, afirmando que as forças americanas no Oriente Médio estão preparadas para retomar os combates imediatamente caso o regime iraniano não aceite um acordo de paz. As declarações ocorrem em meio a negociações fracassadas e crescente tensão na região.

América impõe bloqueio naval estratégico enquanto ameaça bombardeios

"Vocês, Irã, podem escolher um futuro próspero, uma ponte de ouro, e esperamos que o façam pelo povo iraniano", declarou Hegseth em coletiva de imprensa no Pentágono. "Mas se o Irã fizer uma escolha ruim, haverá um bloqueio e bombas caindo sobre a infraestrutura, o fornecimento de energia e o setor elétrico."

O chefe militar americano foi ainda mais direto ao se dirigir ao regime de Teerã: "Esta não é uma luta justa; sabemos quais recursos militares vocês estão movimentando e para onde os estão levando."

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Bloqueio no Estreito de Ormuz aumenta pressão sobre Teerã

Como parte da campanha para pressionar o Irã a assinar um tratado de paz, o presidente Donald Trump impôs um bloqueio a todos os navios que tentam entrar ou sair do território iraniano. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, afirmou que a Marinha perseguirá todas as embarcações com bandeira iraniana ou qualquer navio que tente fornecer apoio material ao país.

O alvo principal é o estratégico Estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitavam 20% do petróleo e do gás mundial. Teerã manteve a passagem efetivamente fechada desde o início do conflito, e Washington passou a impor, desde segunda-feira, um bloqueio aos navios que zarpam de ou se dirigem aos portos iranianos.

Caine enfatizou que a aplicação do cerco ocorreria tanto dentro das águas territoriais do Irã quanto em águas internacionais, alertando que navios que tentassem romper o bloqueio seriam interceptados e avisados de que "usaremos a força".

Negociações de paz seguem incertas enquanto tensões aumentam

As primeiras negociações de paz, realizadas no último sábado, terminaram em fracasso, e as duas partes discutem a possibilidade de uma nova rodada ainda nesta semana. Enquanto isso, autoridades americanas vêm lançando alertas e ameaçando aumentar a pressão econômica sobre Teerã caso não haja colaboração.

Na quarta-feira, o governo Trump expressou otimismo sobre a possibilidade de um arranjo para encerrar a guerra de forma permanente. A Casa Branca disse estar discutindo a realização de uma segunda rodada de negociações de paz com o Irã no Paquistão.

"Estamos confiantes quanto às perspectivas de um acordo", afirmou a secretária de imprensa Karoline Leavitt, em contraste com as ameaças militares simultâneas.

Resposta iraniana inclui contra-ameaças e possível expansão do conflito

Em resposta às declarações americanas, o Exército iraniano ventilou a ameaça de um bloqueio do Mar Vermelho, além do Estreito de Ormuz, e de ataques contra portos na região. Mohsen Rezaei, conselheiro do líder supremo iraniano, também ameaçou afundar os navios americanos caso tentem agir como a "polícia" na área do estreito.

O general Caine revelou que, até o momento, um total de 13 navios optaram por dar meia-volta em vez de romper o bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Nenhuma embarcação foi abordada ou interceptada até agora, mas a situação permanece extremamente volátil.

As declarações do Pentágono e as ações militares americanas representam uma escalada significativa na pressão sobre o Irã, enquanto o mundo observa com preocupação o desenrolar de mais um capítulo tenso nas relações entre Washington e Teerã.

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