Netanyahu afirma que Israel está 'esmagando' regime iraniano e Hezbollah em guerra
Netanyahu: Israel 'esmagando' Irã e Hezbollah em guerra

Primeiro-ministro israelense faz declarações duras sobre conflito em curso

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizou nesta terça-feira sua primeira fala pública desde o início da guerra com o Irã, há exatamente treze dias. Em declarações contundentes, o líder israelense afirmou que seu país está "esmagando" o regime iraniano e o grupo extremista Hezbollah, que atua principalmente no Líbano.

Mudanças no cenário geopolítico

Netanyahu destacou que o Irã "já não é o mesmo país" depois de duas semanas intensas de ataques coordenados entre as forças dos Estados Unidos e de Israel. Segundo o premiê, essa aliança militar sem precedentes tem produzido conquistas extraordinárias que estão alterando profundamente o equilíbrio de poder em todo o Oriente Médio e além dessa região estratégica.

O primeiro-ministro revelou ainda que tem mantido contato quase diário com o presidente norte-americano Donald Trump desde o início das hostilidades. "Conversamos abertamente, quase todos os dias", afirmou Netanyahu durante uma videoconferência com repórteres israelenses.

Objetivos estratégicos e ameaças diretas

Entre os principais objetivos declarados por Israel está impedir que o Irã transfira seus projetos nucleares e balísticos para instalações subterrâneas. "Estamos atacando e derrotando seus aliados - o Hezbollah no Líbano", declarou o líder israelense com determinação.

Quando questionado especificamente sobre a intenção israelense de eliminar o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, Netanyahu respondeu de forma evasiva porém ameaçadora: "Eu não assinaria um seguro de vida" para ele ou para qualquer um dos líderes de grupos militantes apoiados pelo regime teocrático.

Críticas ao novo líder iraniano

Netanyahu descreveu Khamenei como um "fantoche da Guarda Revolucionária" que sequer "pode mostrar o rosto em público". O primeiro-ministro israelense sugeriu que as ações militares conjuntas podem criar condições favoráveis para uma mudança de regime no país persa, mas enfatizou que a decisão final caberia ao próprio povo iraniano.

"No fim das contas, depende de vocês. Está em suas mãos", declarou Netanyahu, dirigindo-se diretamente aos cidadãos do Irã em sua mensagem transmitida internacionalmente.

Consequências para o Hezbollah

Sobre o grupo Hezbollah, o premiê israelense foi particularmente incisivo: "O Hezbollah está sentindo a força do nosso braço, e a sentirá ainda mais. Pagará um preço muito alto por sua agressão". As declarações ocorrem em um momento de intensificação dos confrontos na fronteira entre Israel e o Líbano.

Contexto esportivo e político

As declarações de Netanyahu surgem no mesmo contexto em que o presidente Donald Trump sugeriu que o Irã não deveria participar da próxima Copa do Mundo por questões de "sua própria vida e segurança". Curiosamente, na véspera, autoridades iranianas já haviam anunciado que o país não competiria no torneio mundial.

O Irã está escalado no Grupo G da competição, ao lado de Bélgica, Nova Zelândia e Egito, com todos os seus três jogos da fase inicial programados para ocorrer em território norte-americano - fato que adiciona uma camada adicional de complexidade geopolítica ao já tenso cenário internacional.