Operação Tarja Oculta mira lavagem de R$ 338 milhões no Rio
Operação Tarja Oculta mira lavagem de R$ 338 milhões

A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou nesta quarta-feira (20) a Operação Tarja Oculta, que investiga crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro ligados a um esquema financeiro ilícito. Segundo os investigadores, o esquema movimentou mais de R$ 338 milhões entre 2017 e 2022. Os valores teriam origem em crimes de estelionato praticados por meio de clonagem de cartões de crédito.

Mandados e apreensões

Agentes da Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCC-LD) cumpriram 39 mandados de busca e apreensão. Até a última atualização, uma grande quantidade de cédulas havia sido apreendida, mas ainda não contabilizada. A investigação começou após a apreensão de R$ 1 milhão em espécie em uma agência bancária em um shopping na Zona Sudoeste do Rio, que chamou a atenção de órgãos de inteligência financeira e do setor de compliance da instituição bancária.

Estrutura do esquema

As investigações apontam que o grupo era formado por ao menos 25 pessoas físicas e 5 empresas. Os suspeitos utilizavam empresas de fachada, laranjas, transferências bancárias sucessivas e saques em dinheiro para ocultar a origem dos recursos e reinseri-los na economia formal com aparência de legalidade. As investigações foram baseadas em Relatórios de Inteligência Financeira, que indicaram intensa movimentação financeira e operações incompatíveis com a renda declarada de parte dos envolvidos.

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Próximos passos

A polícia informou que as diligências continuam para identificar toda a estrutura financeira usada pelo grupo. A Operação Tarja Oculta visa desarticular completamente o esquema de lavagem de dinheiro e responsabilizar os envolvidos criminalmente.

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