Netanyahu confirma eliminação de alto dirigente iraniano em ataque aéreo
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou publicamente nesta terça-feira (17) a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, em um ataque aéreo israelense contra a capital Teerã. As agências de notícias iranianas haviam anunciado anteriormente o falecimento de uma das figuras mais poderosas do regime, considerado aliado próximo do falecido líder supremo Ali Khamenei.
Detalhes do ataque que eliminou dirigente iraniano
Segundo informações da mídia israelense, Larijani foi atingido junto com seu filho em um apartamento que utilizava como esconderijo durante um bombardeio de precisão realizado pelas Forças de Defesa de Israel. O Exército israelense descreveu o alvo como "líder efetivo do regime iraniano" desde a morte de Khamenei em fevereiro deste ano.
Além de Larijani, as operações israelenses também eliminaram Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij, unidade da Guarda Revolucionária iraniana que teve participação ativa na repressão aos protestos contra o regime no início do ano. Os ataques fazem parte de uma ofensiva diária que Israel mantém contra território iraniano desde o início do conflito entre as nações.
Mensagem de Netanyahu aos iranianos
Em publicação em suas redes sociais, o primeiro-ministro israelense não apenas reafirmou a morte de Larijani e outro comandante aliado ao Irã, mas também defendeu a ofensiva militar, definindo Israel como "uma grande potência".
"Estamos minando este regime na esperança de dar ao povo iraniano a oportunidade de derrubá-lo. Isso não acontecerá de uma vez, nem será fácil", afirmou Netanyahu em sua mensagem, que coincidiu com as celebrações do ano novo persa.
Quem era Ali Larijani no regime iraniano
Ali Larijani era considerado uma das figuras mais influentes do governo iraniano, tendo acumulado ainda mais poder após o início da guerra e o assassinato de Ali Khamenei e outras autoridades. Sua última aparição pública ocorreu na sexta-feira (14), durante manifestações nacionais para celebrar o Dia de Al-Quds.
Na semana passada, o dirigente havia feito ameaças públicas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertando: "Cuidado para não ser eliminado". Larijani ocupava posição central no aparato de segurança iraniano e era visto como peça fundamental na estrutura de poder do país.
Intensificação do conflito entre Irã e Israel
As forças iranianas responderam aos ataques com nova onda de mísseis contra Israel, alguns dos quais caíram nas proximidades do gabinete do primeiro-ministro Netanyahu em Jerusalém. O Exército iraniano informou em comunicado que atingiu centros cibernético-tecnológicos e estratégicos de fabricantes de armas israelenses, incluindo a empresa Rafael, responsável pelo desenvolvimento de tecnologias militares avançadas.
As Forças de Defesa de Israel confirmaram o ataque aéreo iraniano e emitiram alerta para que a população de todo o país procurasse abrigos antiaéreos, com sirenes soando em todo o território nacional. O tenente-general Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses, falou em "conquistas significativas" durante os bombardeios noturnos que teriam potencial para influenciar o rumo da guerra.
"As Forças de Defesa de Israel continuam a agir com determinação contra múltiplos alvos no Irã. Conquistas preventivas significativas foram registradas durante a noite, com potencial para influenciar os resultados operacionais e as missões das FDI", declarou Zamir em comunicado oficial.
Desenvolvimentos contraditórios e tensão crescente
Em meio à confirmação israelense da morte de Larijani, agências estatais iranianas compartilharam por volta das 6h30 (horário de Brasília) uma mensagem manuscrita atribuída ao dirigente, sem mencionar o bombardeio que teria causado sua morte. A contradição nas informações aumenta a tensão em um conflito que já registra troca diária de ataques aéreos entre as nações.
O Exército israelense afirmou ter realizado ataques aéreos "em larga escala" contra Teerã pouco antes das 23h de segunda-feira, intensificando as operações militares que se estendem desde o início do confronto entre os países. A situação permanece instável, com ambos os lados demonstrando determinação em continuar as ofensivas.



