Ministro israelense defende anexação do sul do Líbano até o rio Litani
Ministro israelense defende anexação do sul do Líbano

Ministro israelense defende anexação do sul do Líbano até o rio Litani

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, que seu país deveria ampliar sua fronteira com o Líbano até o rio Litani. A declaração ocorre em meio a uma escalada do conflito com o Hezbollah, milícia libanesa aliada ao Irã, que já dura mais de quatro semanas e transformou a região em uma das múltiplas frentes de guerra no Oriente Médio.

Proposta de mudança de fronteiras

Em entrevista a um programa de rádio israelense, Smotrich foi enfático ao defender que a campanha militar no Líbano precisa resultar em uma realidade totalmente diferente, incluindo a mudança das fronteiras de Israel. "Eu digo aqui definitivamente... em todas as salas e em todas as discussões também: a nova fronteira israelense deve ser o Litani", declarou o ministro.

Até o momento, os comentários de Smotrich representam a posição mais explícita de um alto funcionário israelense sobre a possibilidade de conquista territorial no Líbano durante o atual conflito. Anteriormente, o ministro da Defesa, Israel Katz, já havia alertado que o Exército de Israel poderia "tomar território" caso as autoridades libanesas não consigam impedir os ataques do Hezbollah.

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Contexto do conflito e ações militares

O Líbano foi arrastado para a guerra em 2 de março, quando o Hezbollah disparou foguetes contra território israelense em retaliação à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante uma ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel.

No domingo, 22 de março, o Exército israelense destruiu a ponte Qasmiyeh, que cruza o rio Litani no sul do Líbano. Katz afirmou que os militares receberam ordens para destruir todas as pontes sobre o rio Litani e demolir casas libanesas próximas à fronteira com Israel.

Impacto humanitário e reações libanesas

O presidente do Líbano, general Joseph Aoun, classificou os ataques israelenses à infraestrutura do país como um "prenúncio" de uma invasão completa ao território libanês. Segundo o Ministério da Saúde libanês, o conflito já resultou em:

  • Mais de mil pessoas mortas por ataques israelenses, a maioria civis
  • Mais de 1 milhão de deslocados forçados a deixar suas casas
  • Fuga em massa principalmente nas regiões sul e leste do país e nos subúrbios de Beirute

A presença do Hezbollah é mais forte justamente nas áreas mais afetadas pelo deslocamento populacional, intensificando a crise humanitária na região.

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