Pilhas de lixo agravam crise humanitária em Gaza com custo de reconstrução bilionário
Lixo piora crise em Gaza; reconstrução custa US$ 71,4 bi

Pilhas de lixo intensificam crise humanitária em Gaza com reconstrução avaliada em bilhões

Um relatório conjunto das Nações Unidas e da União Europeia, com contribuições do Banco Mundial, estima que a recuperação e reconstrução da Faixa de Gaza custarão impressionantes US$ 71,4 bilhões (aproximadamente R$ 355 bilhões) ao longo de uma década. Este valor colossal reflete a devastação extrema causada pelo conflito, que deixou a região em estado de emergência humanitária profunda.

Impactos devastadores na economia e infraestrutura

Segundo o documento, a economia de Gaza sofreu uma contração catastrófica de 84%, enquanto mais de 371.000 unidades habitacionais foram completamente destruídas. A infraestrutura de saúde e educação está em colapso, com mais da metade dos hospitais inoperantes e quase todas as escolas danificadas ou arrasadas.

Os danos à infraestrutura física, acumulados desde o início da guerra após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, são calculados em US$ 35,2 bilhões (cerca de R$ 176 bilhões). Já as perdas econômicas e sociais representam um custo adicional de aproximadamente US$ 22,7 bilhões (equivalente a R$ 113 bilhões).

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Pilhas de lixo exacerbam a emergência

Em meio a este cenário desolador, as pilhas de lixo se tornaram um símbolo visível da crise humanitária. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e outras agências da ONU iniciaram operações para remover montanhas de resíduos da área do Mercado Firas, na Cidade de Gaza, transferindo-os para a região central da Faixa.

Imagens mostram crianças palestinas vasculhando lixões em busca de itens reaproveitáveis, ilustrando a luta diária pela sobrevivência. Esta situação sanitária precária aumenta os riscos de doenças e aprofunda o sofrimento da população já vulnerável.

Financiamento urgente necessário

Somente nos primeiros 18 meses serão necessários US$ 26,3 bilhões (mais de R$ 131 bilhões) para restabelecer serviços essenciais, reconstruir infraestrutura crítica e apoiar a recuperação econômica inicial. Stephane Dujarric, porta-voz da ONU, destacou nesta segunda-feira (20) que os próximos passos envolvem garantir financiamento adequado e condições no terreno, tanto humanitárias quanto de segurança.

"Não acho que tenhamos chegado lá ainda", afirmou Dujarric aos jornalistas, sublinhando os desafios logísticos e políticos para implementar efetivamente o plano de reconstrução. A comunidade internacional enfrenta pressão para agir rapidamente diante de uma das crises humanitárias mais graves das últimas décadas.

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