Coreia do Norte realiza teste de foguetes nucleares com presença de Kim Jong-un e herdeira
O líder norte-coreano Kim Jong-un e sua filha, Kim Ju-ae, acompanharam pessoalmente um teste militar envolvendo o lançamento de foguetes com capacidade nuclear no último sábado, dia 14 de março de 2026. O exercício, realizado na costa leste do país, foi interpretado como uma resposta direta ao treinamento conjunto das forças armadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, conhecido como Freedom Shield.
Detalhes do teste militar e reações internacionais
De acordo com a Agência Central de Notícias da Coreia do Norte (KCNA), o teste envolveu doze lançadores de foguetes ultraprecisos de calibre 600mm, que foram direcionados a uma ilha no Mar do Leste da Coreia, também conhecido como Mar do Japão. Kim Jong-un afirmou que o sistema demonstrou seu poder destrutivo e causaria inquietação aos inimigos dentro de um raio de 420 quilômetros.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul detectou o disparo de dez mísseis balísticos e classificou a ação como uma provocação que viola as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Coreia do Norte, que é proibida de realizar atividades balísticas desde 2006, frequentemente desafia essas determinações, enfrentando sanções internacionais como consequência.
Consolidação de Kim Ju-ae como herdeira do regime
A presença de Kim Ju-ae no teste reforça sua posição como herdeira aparente do regime comunista norte-coreano. Desde o final de 2022, ela tem acompanhado o pai em eventos importantes, incluindo desfiles militares e testes de mísseis, indicando um preparo gradual para a sucessão. Especialistas e agências de inteligência, como a da Coreia do Sul, apontam que a formalização de seu papel deve ocorrer em breve.
Entre as atividades recentes nas quais Ju-ae esteve presente estão:
- O congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, realizado a cada cinco anos.
- Visitas anuais ao mausoléu da família Kim, onde estão enterrados os antigos líderes do país.
- Eventos ligados às forças armadas e ao setor de defesa nacional.
Contexto das tensões regionais e exercícios militares
O teste ocorre às vésperas do exercício simulado Freedom Shield, uma iniciativa conjunta entre Seul e Washington programada para durar até 19 de março. Historicamente, tais treinamentos provocam reações hostis da Coreia do Norte, com o regime frequentemente realizando seus próprios testes militares como forma de resposta e demonstração de força.
Kim Jong-un enfatizou durante o evento que, se a arma fosse utilizada, a infraestrutura militar do oponente dentro do alcance de ataque não sobreviveria. Essa declaração reflete a postura assertiva de Pyongyang em meio às crescentes tensões na península coreana, elevando preocupações sobre a estabilidade regional e o cumprimento das sanções da ONU.



