Israel anuncia eliminação de Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança iraniano
Israel diz ter matado Ali Larijani, chefe de segurança iraniano

Israel anuncia eliminação de Ali Larijani, poderoso chefe do Conselho de Segurança iraniano

O governo israelense anunciou nesta terça-feira, 17 de março de 2026, a eliminação de Ali Larijani, figura fundamental do regime iraniano há décadas e atual secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional. Junto com ele, também teria sido morto o general Gholamreza Soleimani, chefe dos basij, a milícia paramilitar vinculada à Guarda Revolucionária do Irã.

Considerado o alvo de maior hierarquia visado pelas forças israelenses e norte-americanas desde a morte do líder supremo Ali Khamenei em fevereiro, Larijani era peça central na estrutura de poder da República Islâmica. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou a operação em mensagem de vídeo, declarando que ambos "se uniram nas profundezas do inferno a Khamenei".

Quem era Ali Larijani, o ideólogo da República Islâmica

Com formação em matemática e filosofia, e veterano da guerra Irã-Iraque (1980-1988), Larijani ocupou diversos cargos de alto escalão ao longo de sua trajetória:

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  • Ministro da Cultura e Orientação Islâmica
  • Diretor da rádio e televisão pública iraniana
  • Coordenador das negociações sobre o programa nuclear
  • Presidente do Parlamento (Majlis)
  • Candidato à presidência em múltiplas eleições
  • Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional

Nos últimos anos, seu papel como chefe do principal órgão de segurança do país tornou-o uma figura ainda mais influente, especialmente após o início do conflito atual. Analistas destacam que Larijani teve atuação mais visível que Mojtaba Khamenei, filho e sucessor do líder supremo, que não aparece publicamente desde os primeiros ataques.

Contexto de guerra e incertezas

O Irã ainda não confirmou oficialmente a morte de Larijani, mantendo um silêncio que alimenta especulações sobre o verdadeiro impacto do ataque. A possível eliminação do chefe de segurança ocorre em meio a uma guerra que já causou mais de 1.000 mortes e deslocou milhões de pessoas em toda a região, com especial gravidade no Líbano e no próprio território iraniano.

Paralelamente, permanecem incertezas sobre o paradeiro e estado de saúde de Mojtaba Khamenei, que aparentemente foi ferido no mesmo ataque que matou seu pai. O presidente norte-americano, Donald Trump, comentou na segunda-feira que "não se sabe se ele está morto ou não", acrescentando mais mistério à situação.

Repercussões internacionais e sanções

Ali Larijani era um dos funcionários iranianos afetados por sanções dos Estados Unidos impostas em janeiro de 2026. Washington justificou as medidas como resposta ao que classificou de "repressão violenta do povo iraniano", referindo-se aos protestos que começaram no final de 2025 e se espalharam por todo o país.

Se confirmada, sua morte representaria um duro golpe estratégico para o regime de Teerã, removendo um dos principais ideólogos e operadores do sistema de segurança nacional. O episódio intensifica ainda mais as tensões no já conturbado cenário do Oriente Médio, onde confrontos diretos entre Israel e Irã têm escalado rapidamente nos últimos meses.

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