Israel convoca 100 mil reservistas após ataque conjunto com EUA que matou líder supremo do Irã
Israel convoca 100 mil reservistas após ataque que matou líder do Irã

Israel convoca 100 mil reservistas após ataque conjunto com EUA que matou líder supremo do Irã

As Forças Armadas de Israel anunciaram neste domingo, 1º de março de 2026, a mobilização de quase 100 mil reservistas como parte da campanha militar contra o Irã. A decisão ocorre após uma ofensiva aérea conjunta dos Estados Unidos e de Israel que resultou na morte de dezenas de comandantes militares, políticos e do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

Operação "Leão Rugidor" e escalada de tensões

O Exército israelense afirmou em comunicado que está "elevando seu nível de prontidão em várias frentes" como parte da Operação "Leão Rugidor", nome dado pelo governo israelense ao ataque. Segundo o jornal The Times of Israel, cerca de 50 mil reservistas já foram convocados, com a expectativa de que o número total alcance os 100 mil anunciados.

Os ataques conjuntos ocorreram no sábado, após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano na semana passada. Explosões atingiram áreas residenciais da capital iraniana, Teerã, causando danos significativos e paralisando atividades na região.

Retaliações iranianas e ameaças regionais

Em resposta aos ataques, o Irã lançou uma onda sem precedentes de disparos retaliatórios por todo o Oriente Médio, visando países que abrigam bases militares americanas, incluindo Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. Os ataques continuaram durante todo o fim de semana, resultando em:

  • Morte de civis e danos a propriedades
  • Paralisação do tráfego aéreo e marítimo na região
  • Escalada das tensões geopolíticas

Saeed Khatibzadeh, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cruzou "uma linha vermelha muito perigosa" ao ordenar a eliminação do líder supremo. Em entrevista à CNN, o diplomata garantiu que a reação virá não apenas de Teerã, mas de todo o mundo xiita, enfatizando que uma resposta será necessária.

Comunicação oficial e vítimas do ataque

A Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico do Irã, prometeu uma "punição severa" aos "assassinos" do líder supremo. Em comunicado, condenou "os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos malignos dos Estados Unidos e do regime sionista".

Em entrevista à Fox News, Donald Trump informou que "48 líderes foram eliminados de uma só vez". Além de Khamenei, entre as vítimas estão:

  1. Abdolrahim Mousavi, comandante do Estado-Maior das Forças Armadas
  2. Mohammad Pakpour, chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC)
  3. Ali Shamkhani, assessor próximo do líder supremo e chefe do Conselho Nacional de Defesa
  4. Aziz Nasirzadeh, ministro da Defesa e Logística das Forças Armadas

A situação continua extremamente tensa, com expectativa de novas mobilizações e possíveis confrontos diretos entre as forças envolvidas, colocando em risco a estabilidade de toda a região do Oriente Médio.