Irã forma conselho interino após morte de Khamenei em ataque dos EUA e Israel
Irã forma conselho após morte de Khamenei em ataque

Irã estabelece conselho de governo após morte de líder supremo em ataque militar

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi assassinado durante uma agressão militar conduzida pelos Estados Unidos e Israel contra o país persa. A confirmação oficial veio através da mídia estatal iraniana na noite de sábado, 28 de fevereiro, no horário de Brasília, que já correspondia à madrugada em Teerã. Imediatamente após o anúncio, milhares de cidadãos iranianos tomaram as ruas em diversas cidades para protestar contra o assassinato e expressar seu luto, conforme registrado em imagens aéreas divulgadas pelos veículos oficiais do governo.

Conselho interino assume funções em meio a luto nacional

O governo iraniano decretou um período de quarenta dias de luto oficial pela morte de Khamenei. Paralelamente, neste domingo, 1º de março, foi anunciada a formação de um órgão colegiado destinado a substituir temporariamente o líder supremo. Este conselho é composto pelos chefes dos três poderes da República: o presidente Masoud Pezeshkian, representando o Executivo; Gholam Hossein Mohseni Ejeie, à frente do Judiciário; e Mohammad Bagher Ghalibaf, do Parlamento, conforme informações do jornal estatal Terah Times.

Além dessas figuras, o aiatolá Alireza Arafi foi nomeado para representar o Conselho dos Guardiões no colegiado interino, um órgão que era anteriormente chefiado pelo próprio Ali Khamenei, segundo a agência de notícias iraniana Isna News. É importante ressaltar que Arafi não assume o cargo de novo líder supremo, pois essa posição ainda precisa ser eleita pela Assembleia dos Especialistas, também conhecida como Assembleia dos Peritos.

Detalhes do ataque e reações das forças armadas

A residência oficial de Ali Khamenei, que ocupava o cargo de líder supremo há trinta e seis anos, teria sido alvo de bombardeios durante a ofensiva militar dos Estados Unidos e Israel. O ataque resultou na morte de membros da família do líder, incluindo sua filha, genro, nora e neto, conforme relatado pelo jornal Tehral Times. As autoridades iranianas também confirmaram o assassinato de outras importantes lideranças nacionais, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Mohammad Pakpour.

Em resposta ao ataque, as Forças Armadas do Irã emitiram uma nota enfática, advertindo que farão com que os Estados Unidos e Israel se arrependam de suas ações. "Faremos com que os inimigos desta nação, especialmente os Estados Unidos criminosos e o regime sionista maligno, se arrependam com a força, a firmeza e o apoio do povo honrado", declararam os chefes do Estado-Maior Conjunto do Irã. Eles reiteraram o compromisso de continuar o legado de Khamenei "até a última gota de sangue e a rendição dos inimigos".

Estrutura política do Irã e processo de sucessão

Ali Khamenei ocupava o topo da estrutura de poder da República Islâmica do Irã, um sistema que inclui, além dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Conselho dos Guardiões. Este conselho é formado por seis membros indicados pelo próprio líder supremo e outros seis escolhidos pelo Parlamento. Outro órgão fundamental é a Assembleia dos Especialistas, composta por oitenta e seis religiosos eleitos por voto popular, responsável por eleger o aiatolá que assumirá a liderança suprema do país.

Embora o cargo de líder supremo seja vitalício, a Assembleia dos Especialistas detém a autoridade para destituí-lo, caso necessário. O chamado Conselho de Liderança interino, agora estabelecido, assumirá todas as funções e poderes que eram exercidos por Khamenei até que um novo líder seja formalmente eleito, um processo que promete ser complexo e delicado em meio à tensão internacional e ao luto nacional.