A emissora estatal iraniana divulgou nesta quinta-feira (5) uma afirmação de que drones disparados pela Guarda Revolucionária do Irã atingiram o porta-aviões USS Abraham Lincoln, pertencente aos Estados Unidos. A embarcação americana está operando atualmente no mar da Arábia, próximo a Omã, como parte das atividades militares relacionadas ao conflito na região.
Detalhes limitados e histórico de alegações
A emissora estatal não forneceu informações adicionais ou evidências concretas para sustentar essa nova alegação. Vale ressaltar que forças iranianas já haviam declarado anteriormente ter atingido a mesma embarcação americana, mas o Pentágono, o departamento de defesa dos Estados Unidos, negou veementemente na ocasião, afirmando que os "mísseis lançados sequer chegaram perto" do alvo.
Até o momento, as Forças Armadas americanas não se pronunciaram sobre essa mais recente afirmação feita pelo Irã, deixando um vácuo de confirmação oficial sobre o suposto incidente.
Contexto de defesas e operações navais
Durante os combates com os rebeldes pró-Irã no Iêmen, porta-aviões americanos, incluindo o USS Abraham Lincoln, tiveram de ser defendidos repetidamente por suas escoltas e caças contra ataques de drones e mísseis. No entanto, registros históricos indicam que nunca houve um impacto confirmado em tais embarcações, o que coloca em dúvida a veracidade da alegação atual.
Além do USS Abraham Lincoln, a guerra na região conta com o apoio do grupo do porta-aviões USS Gerald R. Ford, que está posicionado na costa mediterrânea de Israel, ampliando a presença naval americana no Oriente Médio.
Declaração de zona de guerra e impactos marítimos
Ainda nesta quinta-feira, o estreito de Hormuz, o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã foram oficialmente classificados como "zona de guerra" pelo setor marítimo internacional. Essa decisão foi tomada após uma reunião entre sindicatos e empregadores de todo o mundo, visando proteger os direitos dos trabalhadores no mar.
A designação de zona de guerra concede direitos ampliados aos marinheiros, incluindo a possibilidade de solicitar repatriação às custas das operadoras marítimas, em resposta aos riscos elevados na área.
Números alarmantes de pessoas afetadas
De acordo com o secretário-geral da OMI (Organização Marítima Internacional), o panamenho Arsenio Domínguez, em declarações à AFP, cerca de 20 mil marinheiros e 15 mil passageiros estão atualmente retidos no Golfo devido à guerra no Oriente Médio e à paralisação do estreito de Hormuz. Essa situação gera preocupações humanitárias e logísticas significativas.
A Guarda Revolucionária do Irã, força responsável pelas operações externas do país, afirmou na quarta-feira (4) ter o controle total do estreito de Hormuz. Este corredor marítimo é estratégico, pois por ele passa aproximadamente um quinto do petróleo bruto mundial, tornando-o um ponto crítico para a economia global e a segurança energética.
