Irã afirma ter atacado petroleiro americano no Golfo Pérsico; EUA não confirmam
Irã diz ter atacado petroleiro americano; EUA não confirmam

Irã anuncia ataque a petroleiro americano no Golfo Pérsico

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou nesta quinta-feira, 5 de março de 2026, que atingiu com um míssil um petroleiro americano no norte do Golfo Pérsico, deixando a embarcação em chamas. O ataque ocorre no sexto dia consecutivo de conflito no Oriente Médio, marcando uma potencial escalada nas hostilidades regionais.

Detalhes do incidente e controle do Estreito de Ormuz

Segundo comunicado lido na televisão estatal iraniana, o navio "foi atingido por um míssil" e "está em chamas", embora a Guarda Revolucionária não tenha fornecido informações adicionais sobre a localização exata ou identificação da embarcação. Até o momento, os Estados Unidos não confirmaram o episódio, mantendo silêncio oficial sobre as alegações.

Paralelamente, o Irã reivindicou controle total sobre o Estreito de Ormuz, uma rota marítima crítica por onde transita aproximadamente 20% do comércio global de petróleo. Teerã declarou que qualquer navio que passar pelo estreito durante a guerra estará sob sua jurisdição, intensificando preocupações sobre a segurança energética mundial.

Contexto do conflito e impactos econômicos

O ataque ocorre em meio a uma crescente escalada militar na região, envolvendo múltiplos países. Mais cedo, a UKMTO (Organização de Comércio Marítimo do Reino Unido) relatou uma "grande explosão" em um petroleiro ancorado perto do Kuwait, com entrada de água e vazamento de óleo, mas sem menção a incêndios. Não está claro se este relato se refere ao mesmo incidente alegado pelo Irã.

Enquanto isso, Israel conduziu ataques aéreos contra Teerã pelo sexto dia seguido, e as forças iranianas dispararam drones contra nações do Golfo, como Catar e Bahrein. Os confrontos já resultaram em mais de 1.000 mortes no Irã devido a operações conjuntas EUA-Israel, e pelo menos seis soldados americanos faleceram em retaliações iranianas contra instalações militares dos EUA na região.

Repercussões e negações anteriores

Washington havia negado um ataque similar reivindicado pelo Irã no início da semana, destacando a volatilidade das informações em meio ao conflito. O presidente americano Donald Trump sugeriu anteriormente que a Marinha dos EUA poderia escoltar embarcações pelo Estreito de Ormuz, mas a circulação na área já caiu drasticamente, com relatos indicando uma redução de até 90%, o que tem consequências severas para a economia global.

O fechamento da passagem controlada conjuntamente com Omã pelo Irã, com ameaças de incendiar navios que ultrapassem o bloqueio, agrava a situação, colocando em risco o fluxo de petróleo e aumentando as tensões internacionais. A confirmação ou negação do ataque ao petroleiro americano será crucial para definir os próximos passos neste conflito em expansão.