Irã afirma controle total sobre Estreito de Ormuz após ameaça de Trump de escoltar petroleiros
Irã diz controlar Estreito de Ormuz; Trump ameaça escoltar petroleiros

Irã afirma controle total sobre Estreito de Ormuz após declarações de Trump sobre escolta de petroleiros

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, que o Estreito de Ormuz está "sob o controle total" da Marinha da República Islâmica. A declaração ocorre em resposta a pronunciamentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse que o país norte-americano está preparado para agir caso o tráfego de navios petroleiros na passagem estratégica seja ameaçado.

América do Norte se posiciona com força militar e econômica

Na segunda-feira, 2 de março, o governo iraniano havia anunciado o fechamento do estreito e afirmou que poderá atacar embarcações que tentem atravessar a rota. Em publicação na rede Truth Social, o republicano declarou que, se necessário, a Marinha norte-americana poderá escoltar embarcações que transportam petróleo pela região. "Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o LIVRE FLUXO DE ENERGIA para o MUNDO", escreveu Trump.

O presidente também destacou que o poder econômico e militar americano é "o maior da Terra" e afirmou que novas ações poderão ser anunciadas. Ele informou que determinou, com efeito imediato, que a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) ofereça seguro contra risco político e garantias financeiras para todo o comércio marítimo que transite pelo Golfo, especialmente o transporte de energia. Segundo ele, as medidas estarão disponíveis a todas as companhias de navegação e terão custo "muito razoável".

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Rota não está oficialmente bloqueada, mas tensão eleva preços do petróleo

Apesar da ameaça, autoridades militares dos Estados Unidos afirmaram que a via marítima não está oficialmente bloqueada. O impasse, no entanto, elevou a tensão em uma das áreas mais sensíveis para o abastecimento global de energia. A escalada de declarações teve impacto imediato nos mercados internacionais.

Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira, 3 de março, refletindo o temor de que a guerra no Oriente Médio se prolongue, que o estreito seja efetivamente fechado e que ataques atinjam instalações do setor de energia. Durante a manhã, o barril do Brent para entrega em maio subia 8,43%, cotado a US$ 84,29. Mais tarde, às 15h, a alta desacelerava para 7,04%, com o preço em US$ 83,21. Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em abril, avançava 8,79%, negociado a US$ 77,49.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz para a economia global

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Ele conecta os grandes produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Estima-se que cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo passe por essa faixa estreita de mar.

Qualquer interrupção no tráfego na região pode reduzir a oferta global e pressionar ainda mais os preços da commodity, com reflexos sobre combustíveis, transporte e inflação em diversos países. Por isso, as declarações de autoridades iranianas e americanas foram acompanhadas de perto por investidores e governos, em meio ao receio de que o conflito ganhe novas dimensões e afete diretamente o mercado internacional de energia.

As tensões geopolíticas continuam a moldar o cenário energético mundial, com o Estreito de Ormuz no centro das atenções. A situação permanece volátil, com possíveis desdobramentos que podem impactar a segurança e a economia global nos próximos dias.

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