Irã se dispõe a cooperar com agência da ONU para segurança marítima no Golfo
O representante iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU, declarou que o Irã está pronto para cooperar visando melhorar a segurança marítima e proteger a navegação no Golfo. A informação foi confirmada pela agência de notícias Reuters nesta semana, em meio a tensões geopolíticas crescentes na região.
Ali Mousavi, embaixador iraniano junto à IMO, enfatizou que o Estreito de Ormuz permanece aberto para toda a navegação, com exceção de embarcações ligadas aos que ele classificou como "inimigos do Irã". Ele destacou que a passagem por essa via marítima estratégica, que escoa mais de 20% do transporte global de petróleo, é possível mediante a coordenação de medidas de segurança com Teerã.
Diplomacia como prioridade, mas com condições
"A diplomacia continua sendo a prioridade do Irã. No entanto, a interrupção completa da agressão, bem como a confiança mútua, são ainda mais importantes", afirmou Mousavi em seu pronunciamento. O diplomata iraniano acrescentou que os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã estão na "raiz da situação atual no Estreito de Ormuz", sugerindo que as ações desses países contribuíram para a instabilidade na área.
O Estreito de Ormuz é uma passagem crucial para o comércio mundial de petróleo, conectando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Qualquer interrupção no tráfego por essa rota pode ter impactos significativos na economia global, especialmente nos preços do combustível e no abastecimento energético de diversas nações.
Trump emite ultimato de 48 horas e ameaça atacar usinas iranianas
Em um desenvolvimento paralelo e alarmante, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou mais uma vez o Irã no último sábado (21). Sua declaração ocorreu em um dia marcado por fortes retaliações iranianas contra o território israelense, intensificando as hostilidades na região.
Trump afirmou que pretende "obliterar" as usinas de energia do país persa caso Teerã não reabra totalmente o Estreito de Ormuz "dentro de 48 horas". O movimento representa uma escalada dramática nas tensões, com o líder americano utilizando redes sociais para transmitir sua mensagem de forma direta e contundente.
Publicação nas redes sociais e resposta iraniana
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump escreveu: "Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atacar e obliterar várias de suas USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR DELAS! Obrigado pela atenção a este assunto. Presidente DONALD J. TRUMP".
Em resposta imediata, as Forças Armadas do Irã afirmaram, através de veículos da mídia iraniana reportados pela Reuters, que qualquer ataque à infraestrutura de energia e combustíveis do país resultará em represálias diretas. O comando militar iraniano declarou que, se instalações iranianas forem atingidas, todas as infraestruturas de energia pertencentes aos Estados Unidos na região se tornarão alvo de retaliação.
Esta troca de ameaças ocorre em um contexto de relações já extremamente tensas entre os dois países, com históricos de sanções econômicas, acusações de terrorismo e disputas sobre programas nucleares. A situação no Estreito de Ormuz tem sido um ponto de fricção constante, com incidentes anteriores envolvendo apreensão de navios e ataques a embarcações comerciais.
Especialistas em geopolítica alertam que uma escalada militar na região poderia desencadear um conflito de proporções maiores, afetando não apenas o Oriente Médio, mas também a estabilidade econômica mundial devido à dependência do petróleo que transita pelo estreito. A comunidade internacional observa com preocupação os desdobramentos, enquanto organizações como a ONU buscam meios diplomáticos para desescalar a crise.



