Irã confirma morte de comandante das basij em ataque atribuído a 'inimigo americano-sionista'
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou oficialmente a morte do general Gholamreza Soleimani, comandante da força paramilitar basij, em um ataque que foi atribuído ao que Teerã denomina de 'inimigo americano-sionista'. O comunicado foi divulgado nesta terça-feira, 17 de março de 2026, pela agência semioficial Tasnim, marcando um momento de tensão significativa nas relações internacionais envolvendo o país do Oriente Médio.
Detalhes do ataque e reações oficiais
Segundo as informações divulgadas, o general Soleimani foi morto em um ataque aéreo que ocorreu durante a noite. A Guarda Revolucionária classificou o incidente como um 'assassinato covarde' e enfatizou o papel estratégico desempenhado pelo militar na modernização da milícia basij. O comunicado destacou que Soleimani supervisionou operações de segurança interna e liderou iniciativas sociais voltadas para grupos vulneráveis, conforme definidos pelo regime iraniano.
Paralelamente, autoridades israelenses anunciaram que o ataque também resultou na morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. Em uma mensagem em vídeo, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que ambos os líderes foram 'eliminados durante a noite'. No entanto, até o momento, o governo iraniano não confirmou oficialmente a morte de Larijani, deixando essa alegação sem uma resposta definitiva das autoridades em Teerã.
Importância das basij no regime iraniano
As basij são uma força paramilitar voluntária que está subordinada à Guarda Revolucionária Islâmica e é considerada um dos principais pilares da segurança interna do regime iraniano. Criada após a Revolução Islâmica de 1979, a organização tem atuado tanto no apoio às forças militares quanto na mobilização de civis em defesa do governo.
Durante sua gestão, iniciada em 2019 após nomeação pelo líder supremo Ali Khamenei, o general Soleimani desempenhou um papel crucial na reorganização da estrutura das basij. A nota da Guarda Revolucionária afirmou que ele teve uma atuação 'estratégica e incomparável' na modernização da milícia, além de liderar projetos sociais direcionados a grupos considerados vulneráveis pelo regime.
Contexto de conflito e implicações internacionais
O ataque ocorre em um cenário de crescentes tensões entre o Irã, Estados Unidos e Israel. A Guarda Revolucionária ressaltou que a morte de Soleimani evidencia a importância das basij na confrontação contra esses países, referindo-se a eles como 'o exército terrorista americano e o regime sionista e seus mercenários'.
Este episódio marca mais um capítulo nos conflitos que têm abalado a região do Oriente Médio, com repercussões que podem afetar a estabilidade política e segurança internacional. A falta de confirmação iraniana sobre a morte de Larijani adiciona um elemento de incerteza às análises sobre o impacto total do ataque.
As basij, sob o comando de Soleimani, tiveram participação ativa na repressão aos protestos contra o regime iraniano no início do ano, reforçando seu papel como instrumento de controle interno. A morte de seu comandante em um ataque atribuído a potências estrangeiras pode intensificar as hostilidades e influenciar as dinâmicas de poder na região.



