Irã lança bombas de fragmentação contra Tel Aviv, matando casal de idosos
Irã ataca Tel Aviv com bombas de fragmentação; casal morre

Irã lança bombas de fragmentação em direção a Tel Aviv, causando mortes e feridos

O Irã realizou um ataque com mísseis carregando bombas de fragmentação contra a cidade de Tel Aviv, em Israel, nesta quarta-feira, 17 de abril, resultando na morte de duas pessoas e deixando cinco feridos, conforme informaram autoridades israelenses. O ataque é descrito como uma retaliação pela morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã e figura importante do regime iraniano, segundo a TV estatal do país.

Detalhes do ataque e vítimas

As bombas de fragmentação cruzaram os céus de Tel Aviv, com imagens registradas em vídeo, atingindo áreas civis. Os mortos foram identificados como um casal de idosos que estava em um prédio no subúrbio de Ramat Gan, em Tel Aviv. Eles não conseguiram chegar a tempo ao bunker do edifício durante o ataque, de acordo com o jornal israelense Haaretz. Além disso, cinco pessoas ficaram feridas nas cidades de Kafr Qasem, Petah Tikva e Bnei Brak, conforme relatos dos serviços de emergência locais.

Contexto histórico e críticas às bombas de fragmentação

As forças militares de Israel têm acusado o Irã de usar mísseis de fragmentação em ataques desde o início do conflito, enquanto Israel também utilizou esse tipo de munição em guerras passadas contra o Líbano, entre 1978 e 2006. As bombas de fragmentação, conhecidas como cluster munition, são projetadas para se abrir no ar e liberar submunições sobre uma área extensa, representando um alto risco para civis devido à possibilidade de não explodirem no impacto, funcionando como minas terrestres.

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Em 2008, mais de 110 países assinaram a Convenção sobre Munições Cluster em Dublin, proibindo o uso, desenvolvimento e armazenamento dessas armas. No entanto, nem Israel nem o Irã são signatários do tratado, assim como potências como Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e o Brasil, que não aderiram à convenção. Organizações internacionais criticam fortemente essas munições por sua letalidade desproporcional contra civis, especialmente crianças, que podem ser atraídas por sua aparência de brinquedo.

Arsenal e denúncias recentes

Segundo a ONG Landmine and Cluster Munition Monitor, Israel usou munições de fragmentação pela última vez em 2006, no Líbano, e possivelmente continuou a produzi-las até 2018, mantendo grandes estoques. A organização não conseguiu verificar independentemente o uso recente dessas armas pelo Irã em 2025, mas em junho passado, a Anistia Internacional criticou Teerã por seu emprego. Em 2017, um relatório da Human Rights Watch denunciou o uso de bombas de fragmentação fabricadas no Brasil em ataques no Iêmen, destacando a necessidade de maior adesão global ao tratado de proibição.

O conflito entre Irã e Israel continua a escalar, com o uso de armamentos controversos que ampliam os riscos para a população civil e desafiam as normas internacionais de guerra. As autoridades de ambos os países mantêm posições firmes, sem compromissos com acordos que limitem o emprego de tais munições.

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