Irã ataca Tel Aviv com bombas de fragmentação após morte de chefe de segurança
Irã ataca Tel Aviv com bombas após morte de chefe de segurança

Irã lança ataque com bombas de fragmentação contra Tel Aviv em resposta à morte de chefe de segurança

O Irã executou nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, um ataque retaliatório contra Israel, lançando mísseis equipados com bombas de fragmentação na direção de Tel Aviv. A ação militar ocorre como resposta direta à morte do chefe de Segurança iraniano, Ali Larijani, em um bombardeio aéreo atribuído a Israel.

Comunicação oficial e detalhes do ataque

Em comunicado lido na televisão estatal, a Guarda Revolucionária do Irã confirmou o lançamento de mísseis contra o centro de Israel "em vingança pelo sangue do mártir Ali Larijani e de seus companheiros". As armas utilizadas incluíram mísseis Khorramshahr 4 e Qadr, ambos com múltiplas ogivas do tipo bomba de fragmentação.

O ataque resultou na morte de duas pessoas nas proximidades de Tel Aviv, enquanto países do Golfo interceptaram foguetes e drones lançados contra alvos que incluíam bases americanas na região. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, criticou duramente Israel pelos "assassinatos políticos" de autoridades iranianas, classificando essas ações como "atividades ilegais, fora das leis normais da guerra".

Contexto histórico e escalada do conflito

Ali Larijani representa a figura de maior destaque da República Islâmica eliminada desde que Israel e Estados Unidos atacaram o Irã em 28 de fevereiro, quando mataram o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Esse evento desencadeou a atual guerra no Oriente Médio, que agora atinge novos patamares de intensidade.

O comandante do Exército iraniano, Amir Hatami, afirmou em comunicado que "a resposta iraniana ao assassinato do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional será decisiva", prometendo vingança pela morte de Larijani.

Impactos econômicos e geopolíticos

Desde o início do conflito, o Irã mantém um bloqueio sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e gás do planeta. Essa medida já elevou a cotação do barril de petróleo para cerca de 100 dólares, com previsões de aumentos adicionais.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, advertiu que "a onda de consequências da guerra está apenas começando e afetará a todos", indicando que os efeitos econômicos podem se expandir globalmente.

Respostas militares e declarações oficiais

Para tentar reabrir a passagem pelo Estreito de Ormuz, as forças americanas lançaram bombas de 2.250 quilos contra instalações de mísseis no Irã. Cada uma dessas armas tem valor estimado em 288.000 dólares, segundo anunciou o Comando Central americano.

Enquanto isso, o Exército israelense afirmou estar determinado a "localizar, encontrar e neutralizar" o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, que não aparece em público desde sua designação há mais de uma semana. O porta-voz militar israelense Effie Defrin declarou: "Não sabemos nada sobre Mojtaba Khamenei, não o escutamos, não o vemos, mas podemos dizer algo: vamos rastreá-lo, encontrá-lo e neutralizá-lo".

Consequências regionais e humanitárias

O Líbano transformou-se em outra frente de batalha desde que o movimento pró-iraniano Hezbollah atacou Israel em 2 de março para vingar a morte do líder supremo Ali Khamenei. Até o momento, 912 pessoas morreram no país, que registra mais de um milhão de deslocados internos.

Em Sidon, no sul do Líbano, a situação humanitária é crítica. Muitos deslocados dormem em seus carros devido à falta de abrigos adequados. Jihan Kaisi, diretora de uma ONG que administra uma escola transformada em abrigo, relatou: "Todos os dias chegam muitas pessoas em busca de refúgio, mas não temos mais espaço". Atualmente, mais de 1.100 pessoas vivem em condições difíceis nesse local.

Divisões políticas internas nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump recebeu a notícia da renúncia do diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo (NCTC), Joseph Kent, que alegou não poder, "em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã". Kent argumentou que o conflito só começou por pressão de Israel, uma vez que o Irã não representava uma ameaça direta aos EUA.

Trump classificou a demissão como "algo bom", referindo-se a Kent como alguém "muito fraco na área de segurança". O presidente americano também criticou aliados que estabeleceram distância da guerra e descartaram a possibilidade de ajudar a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, afirmando em sua plataforma Truth Social que "o Exército americano não depende dos aliados".

Cerimônias fúnebres e continuidade do conflito

O Irã organizará nesta quarta-feira os funerais de Ali Larijani e de Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij, que também morreu em um ataque israelense segundo as agências de notícias Fars e Tasnim. Essas cerimônias ocorrem enquanto as tensões continuam a escalar, sem perspectivas imediatas de desescalada no conflito que já afeta múltiplas dimensões da região do Oriente Médio.