Irã ameaça rotas de petróleo e nega avanço em acordo de paz com os Estados Unidos
Irã ameaça rotas de petróleo e nega avanço em acordo com EUA

Irã ameaça rotas de petróleo e nega avanço em acordo de paz com os Estados Unidos

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas americanas estão "prontas para retomar o combate se o Irã não aceitar um acordo". Em uma coletiva de imprensa no Pentágono, o secretário fez provocações diretas ao governo iraniano, intensificando a já delicada situação no Oriente Médio.

Provocações e ameaças no Pentágono

Hegseth declarou que o Irã alega ter controle sobre o Estreito de Ormuz, mas não possui mais uma Marinha funcional, que teria sido destruída durante ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel. O secretário reforçou que o bloqueio militar no estreito, implementado na segunda-feira (13), será mantido "pelo tempo que for necessário".

"Nossas forças estão posicionadas para reiniciar as operações de combate caso o Irã faça uma escolha ruim e não aceite um acordo", alertou Hegseth. "Vocês, Irã, podem escolher um futuro próspero e esperamos que o façam pelo povo iraniano. Mas se o Irã fizer escolhas ruins, bombas cairão sobre a infraestrutura, o setor elétrico e energético".

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Questionado sobre o líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, Hegseth mencionou que "acredita-se que esteja ferido, mas vivo", relembrando declarações anteriores de que o iraniano estaria escondido em um bunker e possivelmente "desfigurado".

Detalhes do bloqueio militar

O general Dan Caine, comandante das forças, forneceu mais informações sobre o bloqueio em vigor no Estreito de Ormuz. Ele afirmou que os Estados Unidos perseguirão qualquer embarcação que tente fornecer apoio ao Irã, com fiscalização ocorrendo tanto em águas territoriais iranianas quanto em águas internacionais.

A escalada de tensão entre os dois países se intensifica a menos de uma semana do fim do prazo de um cessar-fogo, em meio a negociações de paz conturbadas. Desde o fracasso das conversas no último sábado (11) em Islamabad, Paquistão, as ameaças têm sido constantes.

Movimentações militares e pressão diplomática

Na quarta-feira (15), o governo Trump ordenou o envio de mais de 10 mil militares para o Oriente Médio, conforme revelado pelo jornal "The Washington Post". Essa manobra é vista como uma forma de pressionar Teerã antes de uma eventual segunda rodada de negociações, indicada pela Casa Branca.

As forças que se deslocam incluem aproximadamente 6.000 soldados a bordo do porta-aviões USS George H.W. Bush e seus navios de escolta, além de cerca de 4.200 militares do Grupo Anfíbio de Prontidão Boxer. Esses efetivos se somarão a outros 50 mil americanos já envolvidos no conflito contra o Irã.

Respostas iranianas e desenvolvimentos recentes

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA relatou que 10 navios iranianos foram impedidos de atravessar o Estreito de Ormuz desde o início do bloqueio. Um áudio divulgado pela Centcom mostra militares americanos ordenando que embarcações "dêem meia-volta" e se preparem para serem abordadas, numa tentativa de pressionar financeiramente o Irã.

Em resposta, o Comando Militar conjunto do Irã ameaçou bloquear o fluxo comercial no Mar Vermelho caso o bloqueio americano persista. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que não permitirá importações e exportações no Golfo Pérsico e no Mar de Omã, questionando a efetividade da medida americana ao alegar que duas embarcações iranianas conseguiram furar o bloqueio.

Diplomacia em andamento

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, recebeu uma delegação paquistanesa chefiada pelo comandante do Exército Asim Munir, dias após as conversas fracassadas entre EUA e Irã. Teerã mantém contatos com os Estados Unidos através do Paquistão desde o retorno de sua delegação de Islamabad.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, reafirmou que ninguém pode "tirar" do país seu direito ao uso pacífico da energia nuclear, embora a porcentagem de enriquecimento de urânio seja "negociável".

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Enquanto a Casa Branca se diz "otimista quanto às perspectivas de um acordo", conforme declarou a porta-voz Karoline Leavitt, a situação permanece extremamente volátil, com ambos os lados demonstrando disposição para o confronto caso as negociações não avancem.