Irã promete retaliação após ataque de submarino dos EUA que afundou navio de guerra
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou nesta quinta-feira (5) que os Estados Unidos "vão se arrepender amarguramente" por terem afundado um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka. A afirmação foi feita nas redes sociais, em resposta a um ataque ocorrido na quarta-feira, quando um submarino norte-americano torpedeou a fragata Iris Dena em águas internacionais.
Detalhes do incidente no Oceano Índico
O ataque aconteceu no Mar Índico, próximo às costas do Sri Lanka e da Índia, sem aviso prévio. A embarcação iraniana, que era convidada da Marinha da Índia e transportava cerca de 130 marinheiros, foi atingida por um torpedo lançado pelo submarino dos Estados Unidos. Equipes de emergência do Sri Lanka responderam rapidamente ao incidente, recuperando 87 corpos e resgatando 32 sobreviventes até a última atualização. Os trabalhos de resgate continuam, pois há ainda desaparecidos.
Confirmação e reações internacionais
Horas após o episódio ser divulgado e confirmado pelo governo do Sri Lanka, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, assumiu a responsabilidade pela ofensiva. "Os EUA afundaram um navio de guerra iraniano no Oceano Índico", afirmou Hegseth, detalhando que o submarino lançou um torpedo contra a embarcação. Um vídeo divulgado pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos mostra o momento exato do ataque.
O ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka informou ao Parlamento que a Marinha local respondeu a um pedido de socorro do navio, iniciando as operações de resgate às 6h no horário local (21h30 de terça-feira em Brasília). A fragata Iris Dena estava em uma missão diplomática quando foi atacada, elevando as tensões entre Irã e Estados Unidos.
Consequências e contexto geopolítico
Este incidente marca um precedente grave nas relações internacionais, com o Irã prometendo retaliação e os EUA justificando a ação como necessária. A situação ocorre em um momento de alta tensão no Oriente Médio e no sul da Ásia, envolvendo potências regionais como a Índia. Especialistas alertam para o risco de escalada do conflito, com possíveis impactos na segurança marítima global.
