Incêndio atinge maior porta-aviões do mundo em operação próxima ao Irã; dois militares feridos
Incêndio em maior porta-aviões do mundo perto do Irã fere dois militares

Incêndio atinge maior porta-aviões do mundo em operação próxima ao Irã

O porta-aviões americano USS Gerald R. Ford, considerado o maior e mais avançado do mundo, sofreu um incêndio em uma lavanderia durante operações no Mar Vermelho, conforme comunicado oficial da Marinha dos Estados Unidos divulgado nesta quinta-feira (12). O incidente resultou em dois militares feridos, que receberam atendimento médico e encontram-se em condição estável, segundo as autoridades navais.

Controle do incidente e esclarecimentos

O fogo foi rapidamente controlado pelas equipes de emergência a bordo, sem atingir áreas críticas como a sala de máquinas ou os sistemas de armamento do navio. Em declaração oficial, o Comando Central dos EUA enfatizou que o incidente não tem qualquer relação com as tensões ou operações militares envolvendo o Irã, buscando afastar especulações sobre possíveis ataques ou sabotagens.

Contexto operacional do USS Gerald R. Ford

O porta-aviões e sua flotilha de apoio foram inicialmente deslocados para a costa da Venezuela no final do ano passado, participando de operações contra o tráfico de drogas e o contrabando de petróleo. Em fevereiro, o grupo naval seguiu para a região do Golfo Pérsico, reforçando a presença aérea e naval dos Estados Unidos na área, em uma das maiores mobilizações militares americanas das últimas décadas.

Histórico de problemas técnicos

Antes mesmo desta missão no Oriente Médio, o USS Gerald R. Ford já havia enfrentado dificuldades técnicas reportadas pela imprensa americana. Em janeiro, a emissora NPR divulgou que o navio apresentava problemas recorrentes no sistema de banheiros, levantando questões sobre a manutenção e a operacionalidade da embarcação.

Capacidades e importância estratégica

Incluído no arsenal naval americano em 2017, o USS Gerald R. Ford é descrito pela Marinha dos EUA como o porta-aviões mais moderno e tecnologicamente avançado do mundo, com capacidade para abrigar até 90 aeronaves, incluindo caças F-18 e helicópteros militares. Sua pista de pouso e decolagem possui área equivalente a três vezes o gramado do Maracanã, destacando sua dimensão impressionante.

O grupo de ataque associado ao porta-aviões inclui três destróieres de apoio: USS Mahan, USS Bainbridge e USS Winston Churchill. Batizado em homenagem ao ex-presidente Gerald Ford, que governou os Estados Unidos entre 1974 e 1977, a embarcação é considerado um ativo fundamental para projeção de poder, dissuasão militar e controle marítimo global pela Marinha americana.

Este incidente ocorre em um momento de elevada tensão geopolítica na região, com os Estados Unidos mantendo uma presença militar significativa no Golfo Pérsico. A Marinha garantiu que as operações do porta-aviões continuam normalmente, apesar do contratempo, reafirmando o compromisso com a segurança da tripulação e a eficácia das missões designadas.