EUA anunciam ofensiva máxima contra Irã em meio a ameaças de Teerã
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que esta terça-feira, 10 de março de 2026, será "o dia mais intenso de ataques" contra o Irã desde o início da ofensiva conjunta com Israel, que completa seu 11º dia de conflito. Em coletiva de imprensa no Pentágono, Hegseth afirmou que o Irã está "desesperado e em apuros", cometendo um grande erro ao atacar seus vizinhos.
Declarações belicosas e ameaças recíprocas
Durante a coletiva, Hegseth foi questionado sobre medidas para minimizar mortes de civis no Irã, respondendo que "nenhuma nação toma mais precauções" do que os EUA. No entanto, essa afirmação ocorre após investigações independentes apontarem forças americanas como responsáveis por um ataque a uma escola infantil em Minab, que deixou mais de 175 mortos, incluindo muitas crianças.
O secretário de Defesa ainda enfatizou que as consequências do conflito "serão do interesse da América" e que Washington não cederá "até que o inimigo seja totalmente derrotado". Paralelamente, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, detalhou que as forças americanas já atacaram mais de 5 mil alvos nos primeiros 10 dias, incluindo mais de 50 navios de guerra, com foco atual em navios lançadores de minas e instalações de armazenamento.
Resposta iraniana e ameaças ao petróleo
Do lado iraniano, o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani, lançou uma ameaça direta ao presidente dos EUA, Donald Trump, em publicação no X (ex-Twitter). Referindo-se ao assassinato do aiatolá Ali Khamenei nos ataques conjuntos há 11 dias, Larijani advertiu que Trump deveria ter "cuidado para não ser eliminado também".
A escalada de tensões inclui ainda ameaças ao fluxo de petróleo. Após Trump afirmar que as Forças Armadas americanas atacariam "vinte vezes mais forte" caso Teerã interrompesse o fluxo pelo Estreito de Ormuz, a Guarda Revolucionária Islâmica respondeu que não permitirá "a exportação de um único litro de petróleo" da região para os EUA e aliados até novo aviso.
Coordenação militar e objetivos estratégicos
O general Caine destacou que as operações americanas permanecem focadas em três objetivos principais:
- Destruir mísseis e drones que ameacem interesses americanos
- Atacar e degradar a marinha iraniana
- Impedir que o Irã seja capaz de atacar os EUA e aliados "nos próximos anos"
As declarações ocorrem poucas horas após militares israelenses anunciarem uma nova onda de ataques contra Teerã. Trump também revelou que a decisão sobre quando encerrar a guerra será tomada de forma "mútua" entre ele e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicando a estreita coordenação entre os aliados.
Este cenário configura uma perigosa escalada no Oriente Médio, com ambos os lados demonstrando disposição para intensificar hostilidades, enquanto civis continuam pagando o preço mais alto nos conflitos regionais.
