EUA e Irã negociam acordo nuclear sob tensão militar crescente no Oriente Médio
EUA e Irã negociam acordo nuclear sob tensão militar

Negociações nucleares entre EUA e Irã ocorrem em meio a escalada militar

Estados Unidos e Irã concordaram em negociar detalhes técnicos de um possível acordo nuclear, mesmo diante de uma crescente escalada de tensões no Oriente Médio. As conversas, que ganharam força após crises anteriores, buscam limitar o programa nuclear iraniano, com os EUA pressionando por restrições ao enriquecimento de urânio e ao alcance de mísseis balísticos.

Contexto da crise e movimentações militares

A crise entre os dois países intensificou-se em janeiro, quando o então presidente norte-americano Donald Trump ameaçou atacar o Irã após repressão a manifestantes. Com o enfraquecimento dos protestos, o foco voltou-se ao programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ter fins pacíficos, mas a Casa Branca acusa de visar o desenvolvimento de armas nucleares.

Nas últimas semanas, três rodadas de negociações ocorreram, incluindo uma em Genebra na quinta-feira (26), com uma nova reunião marcada para Viena. Paralelamente, as tensões militares aumentaram significativamente.

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Envio de porta-aviões e pressão estratégica

Neste sábado (28), mais um porta-aviões americano chegou ao Oriente Médio, somando-se ao USS Abraham Lincoln, enviado em janeiro por Trump para monitorar Teerã de perto. Recentemente, os EUA deslocaram o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, que deixou o Caribe após operações contra o tráfico de drogas e agora está próximo da costa de Israel.

Essas embarcações juntam-se a navios de guerra e bases militares que os EUA mantêm na região, totalizando pelo menos dez bases em países vizinhos ao Irã e tropas em outras nove. A movimentação inclui reforços aéreos e posicionamento de mísseis, capturados em fotos de satélite em fevereiro.

Detalhes das forças navais envolvidas

O USS Abraham Lincoln, um aeroporto flutuante capaz de lançar até quatro aviões por minuto, transporta esquadrões de caças F-35 e F/A-18, com capacidade para 90 aeronaves e 5.500 tripulantes. Sua força-tarefa inclui destróieres como o USS Spruance. Já o USS Gerald Ford, incorporado em 2017, possui uma pista de pouso equivalente ao triplo do gramado do Maracanã e é acompanhado por destróieres como o USS Mahan.

Possibilidade de ataques e respostas iranianas

Segundo o jornal The Guardian, Trump avalia ataques limitados ao Irã para pressionar nas negociações, com base em avaliações de enviados após reuniões com autoridades iranianas. Fontes indicam que ele considera tanto operações restritas quanto uma campanha mais ampla para derrubar o governo do aiatolá Ali Khamenei.

O The New York Times relata que um bombardeio limitado pode ocorrer nos próximos dias se as negociações estagnarem, enquanto um ataque maior seria planejado para os próximos meses. Em resposta, o Irã prometeu uma reação feroz a qualquer agressão, podendo atingir bases militares americanas na região.

Riscos e desafios militares

O general Daniel Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, alertou para riscos como estoque limitado de munição, devido ao apoio a conflitos em Israel e Ucrânia, e o perigo de mortes de americanos ou uma guerra generalizada. Trump nega essas informações, mas a CBS News menciona sua frustração com opções militares restritas.

Enquanto isso, o Irã insiste que as negociações devem focar apenas no programa nuclear, oferecendo reduzir o enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções, mas os EUA também exigem o fim do apoio a grupos armados no Oriente Médio.

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