EUA e Equador iniciam operação militar conjunta contra narcoterrorismo e mineração ilegal
EUA e Equador lançam operação militar contra narcoterrorismo

EUA e Equador iniciam operação militar conjunta contra narcoterrorismo e mineração ilegal

O Ministério da Defesa do Equador anunciou nesta terça-feira, 3 de março de 2026, o início de uma nova fase contra o narcoterrorismo e a mineração ilegal, em parceria com o governo dos Estados Unidos liderado por Donald Trump. A operação militar conjunta representa uma escalada significativa no combate ao crime organizado transnacional na América Latina.

Coordenação estratégica entre aliados

O Pentágono confirmou através do Comando Sul dos Estados Unidos que militares americanos iniciaram operações no Equador em colaboração com forças de segurança locais. O comunicado oficial descreve a ação como "um exemplo poderoso do compromisso de parceiros na América Latina e no Caribe para combater o flagelo do narcoterrorismo".

O anúncio ocorre um dia após o presidente equatoriano Daniel Noboa se reunir com autoridades de defesa de ambos os países no Palácio do Governo em Quito. Noboa, conhecido por seu discurso linha-dura contra o crime e seguidor político de Trump, declarou que Washington está entre os "aliados regionais" participando da operação contra cartéis de drogas.

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Grupos criminosos na mira

Embora o Pentágono não tenha especificado quais organizações serão alvo direto das operações, o Departamento de Estado americano já havia designado em setembro do ano passado dois dos principais grupos criminosos equatorianos como organizações terroristas estrangeiras:

  • Los Lobos
  • Los Choneros

Estes grupos estão entre os principais responsáveis pela violência e corrupção no Equador, país que serve como rota de exportação para aproximadamente 70% das drogas produzidas pela Colômbia e Peru, respectivamente primeiro e segundo maiores produtores mundiais de cocaína.

Expansão da Operação Lança do Sul

A nova manobra militar parece marcar uma expansão da Operação Lança do Sul do governo Trump, que anteriormente focava principalmente no cerco à Venezuela. Até o momento, essa operação resultou na morte de 151 pessoas em ataques a barcos no Pacífico Oriental e Caribe que supostamente transportavam drogas rumo aos Estados Unidos.

As ações militares têm sido criticadas por diversas organizações de direitos humanos, juristas e lideranças regionais, que as classificam como violações do direito internacional e execuções extrajudiciais.

Compromisso com a segurança hemisférica

O Ministério da Defesa equatoriano afirmou através de publicação na rede social X: "As Forças Armadas Equatorianas continuarão a combater firmemente o crime organizado ao lado de aliados estratégicos, para a segurança dos equatorianos e o futuro pacífico de nossas famílias".

O Comando Sul dos Estados Unidos, cuja área de atuação abrange 31 países da América do Sul, Central e Caribe, enfatizou que ambos os países estão tomando "ação decisiva" contra grupos que semeiam violência e corrupção em todo o hemisfério ocidental.

Esta operação conjunta representa um capítulo significativo na política de segurança regional, unindo esforços equatorianos e americanos em uma frente comum contra o narcoterrorismo e atividades ilegais conexas que ameaçam a estabilidade da região.

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