EUA anunciam destruição do quartel-general da Guarda Revolucionária Iraniana
EUA destroem quartel-general da Guarda Revolucionária Iraniana

EUA anunciam destruição do quartel-general da Guarda Revolucionária Iraniana

O Comando Central dos Estados Unidos afirmou neste domingo, 1° de março de 2026, ter destruído completamente o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã. A declaração foi feita através da rede social X, antigo Twitter, onde o braço das Forças Armadas norte-americanas acusou a guarda iraniana de ter "matado mais de mil americanos nos últimos 47 anos".

Declaração contundente das forças norte-americanas

Na publicação oficial, o Comando Central dos EUA utilizou linguagem direta e simbólica: "Ontem, um ataque em larga escala dos EUA cortou a cabeça da serpente", afirmando ainda que "os Estados Unidos têm as forças armadas mais poderosas do planeta, e a IRGC não tem mais um quartel-general". A mensagem foi acompanhada por um vídeo que mostra imagens do ataque, reforçando a narrativa de superioridade militar norte-americana.

Contexto do ataque e declarações de Trump

A ofensiva israelo-americana ocorreu após o fracasso da última rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre um acordo nuclear que controlaria o programa de enriquecimento de urânio da nação persa. Este acordo era visto como a possível última saída diplomática para evitar uma escalada militar na região.

Mais cedo no mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou através de sua rede social Truth Social que nove navios da Marinha iraniana haviam sido afundados. "Acabei de ser informado de que destruímos e afundamos 9 navios da Marinha iraniana, alguns deles relativamente grandes e importantes", escreveu Trump, acrescentando: "Vamos atrás dos demais — em breve eles também estarão boiando no fundo do mar! Em outro ataque, destruímos grande parte do Quartel-General da Marinha deles. Tirando isso, a Marinha deles está indo muito bem!"

Resposta iraniana e ataques retaliatórios

Após os ataques conjuntos, o Irã respondeu com uma onda sem precedentes de disparos retaliatórios por todo o Oriente Médio, visando vários países que abrigam bases militares americanas, incluindo Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. Os ataques continuaram durante todo o fim de semana, resultando em:

  • Mortes de civis em diferentes localidades
  • Danos significativos a propriedades públicas e privadas
  • Paralisação do tráfego aéreo e marítimo em toda a região

Versões conflitantes sobre ataque ao porta-aviões

Ainda neste domingo, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado com sucesso o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que lidera a armada americana no Golfo Pérsico. Este navio é considerado pela Marinha americana como "o maior navio de guerra do mundo" e representa um dos principais símbolos do poder naval norte-americano.

No entanto, o Comando Central dos EUA negou categoricamente esta alegação através de sua conta no X: "A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã alega ter atingido o USS Abraham Lincoln com mísseis balísticos. MENTIRA", escreveu o comando, acrescentando: "O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados nem chegaram perto. O Lincoln continua lançando aeronaves em apoio à campanha implacável do CENTCOM para defender o povo americano, eliminando as ameaças do regime iraniano".

Antecedentes do conflito e deslocamento militar

O porta-aviões USS Abraham Lincoln foi enviado ao Golfo Pérsico no final de janeiro de 2026, após passar alguns meses no Mar do Caribe, onde participou de operações de cerco à Venezuela antes da captura do ditador deposto Nicolás Maduro. Trump descreveu este deslocamento como parte de uma "armada" enviada à região "por precaução" devido às tensões provocadas pela violenta repressão do Irã contra manifestantes no início do ano.

A frota serviu inicialmente para fazer pressão sobre o regime dos aiatolás durante as negociações por um acordo nuclear, que mesmo assim fracassaram, culminando nos ataques atuais. Este não é o primeiro confronto militar recente entre as nações — em junho de 2025, os Estados Unidos já haviam bombardeado instalações nucleares e militares iranianas durante o conflito entre Tel Aviv e Teerã.