Ataque com drones à embaixada dos EUA em Bagdá eleva tensões com Irã
A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque, foi alvo de um ataque por drones neste sábado, 14 de março de 2026, conforme relatos de agências internacionais. Fumaça foi observada saindo do prédio, embora autoridades americanas ainda não tenham fornecido detalhes completos sobre o incidente. A rede de televisão catari Al Jazeera informou que parte do sistema de defesa da embaixada foi destruído durante o ataque, aumentando as preocupações sobre a segurança diplomática na região.
Contexto da escalada de tensões
O ataque ocorre em meio a uma crescente escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que se intensificou recentemente. Na sexta-feira, 13 de março, o serviço diplomático americano já havia elevado o nível de alerta no Iraque, em resposta às ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump ordenou bombardeios em Teerã, capital do Irã, que resultaram na morte de figuras proeminentes do regime, incluindo o então líder supremo Ali Khamenei.
Nas últimas 24 horas, Trump anunciou ter atacado a ilha Kharg, um ponto estratégico responsável por 90% das exportações de petróleo do Irã, descrito por ele como a "joia da coroa" da região. Essas ações militares têm gerado incertezas sobre a extensão e duração do conflito, com impactos significativos nos mercados globais.
Impactos econômicos e respostas políticas
A incerteza quanto ao futuro do conflito já levou a cotação do barril de petróleo a atingir novos recordes históricos, pressionando governos em todo o mundo. No Brasil, o governo Lula está trabalhando para conter o avanço dos preços dos combustíveis no mercado interno. A partir deste sábado, por exemplo, entrou em vigor um aumento de 38 centavos por litro no diesel A, conforme anunciado pela Petrobras.
Em declarações recentes, Trump afirmou em uma rede social que pode alvejar a infraestrutura de petróleo no Irã caso Teerã mantenha a intenção de fechar o Estreito de Ormuz, uma passagem crucial para navios petroleiros que abastecem principalmente a Ásia. Essa possibilidade adiciona mais complexidade ao cenário geopolítico.
Resposta iraniana e manifestações públicas
Do lado iraniano, o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, publicou em seu perfil na rede X que o desejo de "esmagar o inimigo" deve permanecer como prioridade. Essa manifestação ocorreu por ocasião do Dia de Al-Quds, o último dia do feriado sagrado do Ramadã, que tradicionalmente ecoa apoios à causa palestina.
Na sexta-feira, 13 de março, milhares de pessoas tomaram as ruas nas principais cidades do Irã em protestos relacionados ao Al-Quds, onde foram registradas cenas de queima de bandeiras dos Estados Unidos e retratos de Donald Trump. Esses eventos destacam a intensificação do sentimento anti-americano no país e a mobilização popular em apoio às políticas do regime.
Conclusão
O ataque com drones à embaixada dos EUA em Bagdá representa mais um capítulo na crise em curso entre os Estados Unidos e o Irã. Com declarações inflamadas de ambos os lados, ações militares recentes e impactos econômicos significativos, a situação no Oriente Médio permanece volátil e imprevisível. As autoridades internacionais estão monitorando de perto os desenvolvimentos, enquanto a comunidade global enfrenta as consequências dessa escalada de tensões.
