Trump confirma ida ao G7 na França em meio a tensões com aliados
Trump confirma ida ao G7 na França em meio a tensões

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou sua participação na cúpula do G7, que será realizada na França entre os dias 15 e 17 de junho. A informação foi divulgada nesta terça-feira (19) por um funcionário da Casa Branca à agência AFP. A presença de Trump no encontro das sete maiores economias do mundo ainda não havia sido oficializada, mas agora está confirmada.

Contexto de tensões

A cúpula ocorre em um cenário de fortes atritos entre Washington e seus aliados. Entre os principais pontos de discórdia estão a guerra no Irã, iniciada por Trump em fevereiro, e as tarifas comerciais impostas pelo governo americano. O presidente republicano criticou os aliados por não ajudarem a reabrir o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã, o que elevou os preços mundiais do petróleo. Além disso, os países do G7 expressaram preocupação com o impacto do conflito entre Estados Unidos e Israel sobre suas economias.

Agenda de Trump

Segundo o site Axios, Trump pretende abordar temas como inteligência artificial, comércio internacional e combate ao crime durante a reunião de líderes. O encontro será realizado na estação de montanha de Evian, às margens dos lagos alpinos franceses, e contará com a presença de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

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Trégua comercial com a China

Em paralelo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo Trump "não está com pressa" para renovar a trégua comercial com a China, que expira em novembro. Em entrevista à Reuters durante uma reunião de ministros de Finanças do G7, Bessent disse que acredita que a China aceitará a retomada das tarifas anteriormente aplicadas pelos EUA, possivelmente por meio de novas medidas da Seção 301 da legislação comercial americana, desde que as alíquotas não sejam elevadas.

Bessent destacou que, nos últimos meses, a China "conseguiu um acordo" com tarifas mais baixas após a decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar as tarifas emergenciais globais impostas por Trump. "Acho que não temos pressa em estender isso", declarou, acrescentando que "as coisas estão estáveis". O secretário também mencionou que a China "tem sido satisfatória, mas não excelente" no cumprimento de suas obrigações com relação a minerais essenciais, e que esses termos estão sendo reavaliados.

O presidente chinês, Xi Jinping, deve visitar Washington em setembro para se encontrar com Trump na Casa Branca. Antes desse encontro, Bessent pretende se reunir com o vice-primeiro-ministro chinês para discutir os próximos passos das relações bilaterais.

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