Diretor da Funesp retido em Dubai após escalada de tensão no Oriente Médio
O médico e diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp) de Campo Grande, Sandro Benites, enfrenta uma situação inesperada em suas férias. Ele teve o voo de volta ao Brasil cancelado e permanece em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, devido ao agravamento do conflito internacional na região. Benites relatou que o aeroporto local foi fechado por tempo indeterminado e diversas atividades turísticas foram suspensas na cidade.
Férias interrompidas pela crise geopolítica
De acordo com publicação no Diário Oficial de Campo Grande, Sandro Benites estava de férias desde o dia 19 de fevereiro e deveria retomar suas funções no dia 10 de março. A volta para a capital sul-mato-grossense estava programada para esta segunda-feira (2), mas não se concretizou por causa da escalada da tensão internacional. Em um vídeo, ele descreveu o momento em que recebeu a notícia: estava em um passeio pelo deserto quando ouviu estrondos e soube do agravamento da situação.
“Todo mundo ouviu na cidade. A gente não sabe se foi interceptação de míssil. Tem muita notícia, muita fake news, muita inteligência artificial circulando. Vários passeios turísticos foram cancelados. Tinha colegas dos Estados Unidos aqui no hotel que não conseguiram ir ao deserto porque foi suspenso. Abu Dhabi está na mesma situação. O aeroporto continua fechado e a gente segue na expectativa de voltar para o Brasil”, relatou Benites, expressando sua preocupação.
Contexto do conflito e impactos na região
A escalada começou após ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. Segundo informações divulgadas pelas autoridades iranianas, o líder supremo do país, Ali Khamenei, teria sido morto durante as ofensivas. Em resposta, o Irã lançou ataques que atingiram não apenas o território israelense e bases com presença militar americana, mas também alvos nos Emirados Árabes Unidos, no Catar, no Bahrein, no Kuwait, em Omã, no Iraque e na Jordânia.
De acordo com o governo iraniano, esses países passaram a ser considerados alvos por abrigarem bases ou manterem presença militar dos Estados Unidos. Desde sábado (28), moradores e turistas na região relatam momentos de tensão, com registros de drones interceptados no céu, destroços caindo em ruas e prédios atingidos por explosões.
Brasileiros em situação de incerteza
“Estamos na expectativa aqui. Muito ruim, eu quero voltar logo para o país. Horrível essa situação”, explicou Benites, refletindo o sentimento de muitos brasileiros que estão na região. Eles aguardam orientações das companhias aéreas e das autoridades para conseguir retornar ao Brasil. Até o momento, não há previsão oficial para a reabertura do aeroporto de Dubai, que amanheceu vazio nesta segunda-feira.
A organização humanitária Crescente Vermelho do Irã informou que 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, em atualização nesta segunda-feira (2). Os Estados Unidos, por sua vez, confirmaram a morte de três militares desde o início da guerra, com o presidente Donald Trump prometendo vingança. “Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”, afirmou Trump no domingo.
Enquanto isso, Sandro Benites e outros turistas seguem em Dubai, enfrentando a imprevisibilidade de um conflito que já afeta diretamente a vida de civis e viajantes internacionais. A situação serve como um alerta sobre os riscos geopolíticos em regiões instáveis e a importância de monitorar orientações oficiais em crises internacionais.



