As forças armadas da Coreia do Sul anunciaram nesta quinta-feira a detecção de vários mísseis balísticos não identificados lançados pela Coreia do Norte em direção ao mar do Leste, também conhecido como mar do Japão. O lançamento ocorreu por volta das 06h10 locais (22h10 em Lisboa) a partir da região de Sinpo, no território norte-coreano.
Vigilância reforçada e alerta máximo
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul informou que reforçou imediatamente seu sistema de vigilância e alerta em antecipação a possíveis novos lançamentos. Horas antes da confirmação oficial, a agência de notícias sul-coreana Yonhap já havia noticiado sobre o teste de lançamento de pelo menos um míssil balístico.
Seis testes desde o início do ano
Este lançamento eleva para seis o número de testes conhecidos de mísseis balísticos realizados pela Coreia do Norte desde o início de 2024. Em 14 de abril, a mídia estatal norte-coreana noticiou um teste de mísseis de cruzeiro a partir de um contratorpedeiro no mar Amarelo, na presença do líder Kim Jong-un.
Tensões políticas em alta
Esses testes mais recentes ocorrem em um momento de deterioração das relações intercoreanas. A Coreia do Norte continua ignorando as iniciativas do presidente sul-coreano de centro-esquerda, Lee Jae-myung, para melhorar os laços bilaterais, que se degradaram durante o governo de seu antecessor conservador, Yoon Suk-yeol.
Retórica hostil e preocupações regionais
Em janeiro, Seul demonstrou preocupação após a incursão de drones civis na Coreia do Norte, um gesto inicialmente classificado como "comportamento muito positivo e sensato" por Kim Yo-jong, irmã influente do líder norte-coreano. No entanto, em abril, um alto funcionário norte-coreano descreveu a Coreia do Sul como "o Estado inimigo mais hostil" a Pyongyang.
Programa nuclear como garantia de sobrevivência
A Coreia do Norte considera seu programa de armas nucleares e mísseis balísticos como uma garantia de sobrevivência diante do que vê como intenções de invasão por parte da Coreia do Sul e dos Estados Unidos. Na quarta-feira, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, alertou para um "aumento muito preocupante" das capacidades nucleares da Coreia do Norte, estimadas em "algumas dezenas de ogivas".
O cenário geopolítico na península coreana permanece tenso, com os lançamentos de mísseis representando mais um capítulo na escalada militar que preocupa a comunidade internacional. As autoridades sul-coreanas mantêm vigilância constante enquanto monitoram os desenvolvimentos na região.



