Confrontos entre estudantes iranianos em universidades marcam segundo dia de protestos
Confrontos entre estudantes iranianos em universidades continuam

Confrontos entre estudantes iranianos em universidades marcam segundo dia de protestos

Estudantes iranianos contra e a favor do governo do líder supremo aiatolá Ali Khamenei entraram em confronto na Universidade de Tecnologia Amirkabir, em Teerã, no dia 22 de fevereiro de 2026. Os protestos que levaram a esses embates ocorreram em várias universidades iranianas pelo segundo dia consecutivo, conforme relatado por agências de notícias locais e publicações nas redes sociais.

Contexto de tensão internacional e agitação interna

Essa nova agitação surge em um momento delicado para o Irã, que enfrenta um aumento do contingente militar dos Estados Unidos enquanto busca chegar a um acordo nuclear com Washington. Os protestos seguem-se às manifestações contrárias ao governo do mês passado, nas quais milhares de pessoas foram mortas, representando o pior conflito interno desde a Revolução Islâmica do Irã em 1979.

A TV estatal iraniana transmitiu vídeos que, segundo ela, mostram indivíduos "que fingiam ser estudantes" atacando estudantes a favor do governo em Teerã. Esses indivíduos participavam de protestos para condenar os distúrbios de janeiro e, supostamente, feriram estudantes ao atirar pedras durante os confrontos.

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Protestos se espalham por outras cidades

Além de Teerã, protestos também ocorreram em universidades em Mashhad, no nordeste do país. Vídeos publicados pelo grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos, documentaram esses eventos. A organização afirmou que a intervenção das forças de segurança nos protestos causou ferimentos entre os manifestantes, aumentando a tensão nas ruas.

No sábado, um vídeo supostamente mostrava fileiras de manifestantes na Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, chamando o líder supremo aiatolá Ali Khamenei de um "líder assassino". Os manifestantes também pediam que Reza Pahlavi, filho exilado do xá derrubado do Irã, fosse o novo monarca, indicando um desejo por mudanças políticas radicais.

Origens e repressão dos protestos recentes

Os recentes protestos, que começaram em dezembro devido às dificuldades econômicas enfrentadas pela população, rapidamente se tornaram políticos. Eles foram reprimidos na mais violenta repressão desde a Revolução Islâmica de 1979, com autoridades usando força significativa para conter a agitação. Essa repressão tem sido criticada por grupos de direitos humanos, que alertam para o aumento da violência estatal.

Os confrontos nas universidades destacam a profunda divisão na sociedade iraniana, com estudantes desempenhando um papel central nos movimentos de oposição e apoio ao governo. A situação continua volátil, com observadores internacionais monitorando de perto os desenvolvimentos no país.

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