CIA monitorava líder supremo e forneceu informações que mudaram plano de ataque
Informações cruciais da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) direcionaram o ataque conjunto entre Estados Unidos e Israel que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e de outros quatro altos funcionários iranianos. A revelação foi feita pelo jornal americano The New York Times neste domingo, 1º de março de 2026, baseando-se em fontes familiarizadas com a operação.
Monitoramento detalhado e mudança de planos
De acordo com a reportagem, a principal agência de inteligência externa dos Estados Unidos vinha monitorando Khamenei há meses. A CIA descobriu que uma reunião de altos funcionários iranianos estava marcada para a manhã de sábado em um complexo da liderança no coração de Teerã. Inicialmente, americanos e israelenses haviam planejado lançar ataques contra o Irã durante a noite, mas as autoridades ajustaram o plano com base nas informações da inteligência americana.
"Os Estados Unidos repassaram as informações para Israel, que planejou realizar o ataque contra a liderança iraniana", detalhou o jornal. A operação começou por volta das 6h em Israel (1h00 no horário de Brasília), com mísseis de longo alcance atingindo o complexo por volta das 9h40 (4h40 de Brasília).
Vítimas de alto escalão e cadeia de comando abalada
Além de Khamenei, que estava em um edifício próximo ao local da reunião, outras quatro autoridades importantes perderam a vida nos ataques:
- Abdolrahim Mousavi, comandante do Estado-Maior das Forças Armadas
- Mohammad Pakpour, chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC)
- Ali Shamkhani, assessor próximo do líder supremo e responsável pelo Conselho Nacional de Defesa
- Aziz Nasirzadeh, ministro da Defesa e Logística das Forças Armadas
O órgão de imprensa do Poder Judiciário iraniano, Mizan, confirmou que Pakpour e Shamkhani morreram como "mártires" durante os ataques israelenses e americanos a Teerã. A ofensiva abalou profundamente a cadeia de comando iraniana, com altos funcionários da segurança nacional estando presentes no complexo para uma reunião do Conselho de Defesa no momento do ataque.
Retaliação iraniana e tensão regional elevada
O Irã respondeu aos ataques com operações de retaliação em todo o Golfo, incluindo na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, e perto de bases militares americanas na região. Novos ataques à capital iraniana foram registrados nesta manhã, aumentando a ameaça de um conflito regional mais amplo.
O presidente americano Donald Trump já avisou que os bombardeios dos Estados Unidos, amparados pela maior frota militar já enviada para a região desde a invasão ao Iraque em 2003, continuarão "enquanto for necessário". Teerã confirmou oficialmente a morte de Khamenei nos ataques à capital, após Washington e Tel Aviv lançarem uma ofensiva aérea contra o país.
A revelação do envolvimento direto da CIA na orientação do ataque que eliminou o líder supremo iraniano marca um novo capítulo nas tensões entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, com consequências imprevisíveis para a estabilidade do Oriente Médio.



