China e Rússia condenam ataques ao Irã e morte de Khamenei como violação do direito internacional
China e Rússia condenam ataques ao Irã e morte de Khamenei

China e Rússia condenam ataques ao Irã e morte de Khamenei como violação do direito internacional

Os governos da China e da Rússia emitiram críticas severas neste domingo, 1 de março de 2026, contra a ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder iraniano, Ali Khamenei. Ambos os países classificaram a ação como uma clara violação das normas internacionais e exigiram a interrupção imediata das hostilidades na conturbada região do Oriente Médio.

Posição firme da China sobre soberania iraniana

Em comunicado oficial divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo chinês afirmou que o ataque representa "uma grave violação da soberania e da segurança" do Irã. Segundo as autoridades de Pequim, a operação militar contraria frontalmente os princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas e as regras que governam as relações diplomáticas entre nações.

A chancelaria chinesa pediu o fim imediato de todas as operações militares e alertou para o risco real de uma ampliação perigosa do conflito, que poderia desestabilizar ainda mais toda a área. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, reiterou que a posição do país se baseia em três pontos fundamentais:

  • Cessar-fogo imediato e incondicional
  • Retomada urgente das negociações diplomáticas entre Washington e Teerã
  • Oposição firme da comunidade internacional a quaisquer ações unilaterais

De acordo com o chanceler chinês, os bombardeios ocorreram em um momento crítico, quando ainda existiam tentativas genuínas de diálogo diplomático entre Estados Unidos e Irã. Na avaliação precisa de Pequim, essa ação militar contribui diretamente para aumentar os níveis de tensão e instabilidade em toda a região do Oriente Médio.

Rússia classifica morte de Khamenei como "assassinato cínico"

A reação contundente também partiu de Moscou. Em mensagem oficial enviada ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou a morte de Khamenei como um "assassinato cínico" que viola normas básicas tanto da moral internacional quanto do direito estabelecido entre as nações.

Na nota divulgada pelo Kremlin, Putin manifestou suas sinceras condolências pela trágica morte do líder iraniano e dos membros de sua família, que foram vitimados durante os intensos ataques. O presidente russo também afirmou, com convicção, que Khamenei será lembrado na Rússia como um estadista visionário que contribuiu significativamente para fortalecer e aprofundar as relações estratégicas entre Moscou e Teerã.

Ambas as potências destacaram a necessidade premente de respeitar a soberania nacional e buscar soluções pacíficas através do diálogo diplomático, em vez de recorrer a ações militares unilaterais que apenas exacerbam os conflitos existentes.