Catar condena ataques do Irã a campo de gás natural no Golfo Pérsico
Catar condena ataques do Irã a campo de gás no Golfo Pérsico

Catar condena ataques do Irã a campo de gás natural no Golfo Pérsico

O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, condenou nesta quinta-feira os ataques do Irã ao principal polo de gás do país, localizado no Golfo Pérsico. A ofensiva ocorreu um dia após Teerã lançar uma série de ações contra infraestruturas energéticas na região, ampliando as tensões em um conflito que já se estende por semanas.

Impacto no fornecimento global de energia

Em entrevista coletiva, o premiê catari afirmou que "este ataque tem repercussões significativas para o fornecimento global de energia". Ele destacou que ações como essa não trazem benefício direto a nenhum país, mas, ao contrário, prejudicam e impactam diretamente as populações. A declaração foi feita após danos extensos à instalação de Ras Laffan, considerada o principal centro de processamento e exportação de gás natural do Catar.

Guerra se espalha pelo Oriente Médio

Ao contrário de conflitos recentes na região, como a guerra entre Irã e Israel de junho de 2025 e entre Israel e Hamas, a atual Guerra no Irã extrapolou as fronteiras dos países diretamente envolvidos e se alastrou pelo Oriente Médio. Os combates, que entram agora na terceira semana, tiveram início em 28 de fevereiro com bombardeios conjuntos de EUA e Israel contra o território iraniano, resultando na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei. Uma escola com estudantes também foi atingida, entre outros alvos.

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Retaliações e hostilidades intensificadas

O Irã lançou ataques retaliatórios pouco depois, não só contra Israel, mas também em direção a embaixadas, a bases americanas espalhadas pela região e a alvos civis, como prédios que supostamente abrigariam funcionários americanos. Ao mesmo tempo, Hezbollah e Israel intensificaram as hostilidades em meio ao conflito, arrastando o Líbano, inclusive sua capital, Beirute, para o teatro de operações.

Posição delicada do Catar

De todos os países do Golfo, o Catar é o que costuma ter melhores relações com o Irã, já que tanto seu governo quanto sua população são de maioria xiita. O país, porém, também abriga a maior base aérea americana da região, que foi atacada por Teerã. Em resposta aos danos, Doha interrompeu sua produção de gás natural depois de ter duas instalações danificadas por ataques iranianos. Dois caças do Irã também foram abatidos pela Força Aérea catari, evidenciando a escalada militar.

Contexto de ameaças e tensões

O cenário é agravado por declarações como a do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou explodir campo de gás iraniano caso o país não pare de atacar o Catar. Isso reflete a complexidade do conflito, que envolve múltiplos atores e interesses geopolíticos, com repercussões diretas na economia global e na segurança regional.

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