Ataques israelenses no Líbano deixam 12 mortos e dezenas de feridos
Um intenso bombardeio israelense atingiu o vale de Bekaa, localizado no leste do Líbano, resultando em pelo menos 12 mortos e aproximadamente trinta pessoas feridas nesta sexta-feira, dia 20 de fevereiro de 2026. As informações foram confirmadas pela agência nacional de notícias RFI, que detalhou a gravidade do ataque.
Vítimas incluem líder do Hezbollah e membros do Hamas
Entre os falecidos, estão um líder do alto escalão do Hezbollah e dois membros do Hamas, além de mulheres e crianças que também foram atingidas pelos ataques. O jornal israelense Maariv relatou que os mísseis foram disparados de navios posicionados no Mar Mediterrâneo, aumentando a complexidade da operação.
Alvo dos bombardeios e contexto regional
Os bombardeios israelenses atingiram diretamente um prédio da força conjunta no campo de Aïn el‑Helweh, que é considerado o maior campo do Líbano. Segundo análises da RFI, esses ataques estariam relacionados ao aumento das ameaças americanas contra o Irã, refletindo as tensões geopolíticas na região.
Reações políticas e pedidos de resistência
Em resposta aos ataques, um oficial do Hezbollah fez um apelo público por resistência neste sábado, afirmando que essa é a única opção viável para o grupo pró-Irã diante da agressão israelense. Simultaneamente, o presidente libanês, Joseph Aoun, emitiu um comunicado classificando os ataques como uma grande agressão que prejudica seriamente a diplomacia entre o Líbano e seus países aliados, essenciais para a estabilidade regional.
Críticas internas e apelos ao governo
O deputado do Hezbollah, Rami Abou Hamdane, criticou fortemente o governo libanês, declarando que o movimento não aceitará os ataques sofridos de Israel. Ele ainda pediu a suspensão das reuniões do comitê que monitora o cessar-fogo, destacando a insatisfação com a atual situação de segurança.
Este incidente marca mais um capítulo no conflito contínuo na região, com repercussões significativas para as relações internacionais e a segurança local. As autoridades continuam a investigar os detalhes do ataque, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação o agravamento das hostilidades.



