Ataques a navios no Estreito de Ormuz: 13 incidentes registrados desde fevereiro
Ataques a navios no Estreito de Ormuz: 13 incidentes

Ataques a navios no Estreito de Ormuz: 13 incidentes registrados desde fevereiro

A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã tem gerado uma crescente tensão em todo o Oriente Médio, com foco especial no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para exportação de petróleo no mundo. Desde o início da ofensiva, que começou no dia 28 de fevereiro, a agência marítima britânica UKMTO registrou 13 ataques na região do entorno do estreito, envolvendo embarcações de diversas nacionalidades.

Incidentes recentes e seus impactos

Nesta quarta-feira (11), o navio graneleiro Mayuree Naree, de bandeira tailandesa, foi atingido por dois projéteis de origem desconhecida enquanto navegava pelo Estreito de Ormuz. O ataque causou um incêndio e danos à casa de máquinas, conforme informado pela operadora Precious Shipping. Três tripulantes estão desaparecidos, provavelmente presos dentro da casa de máquinas, enquanto os 20 restantes foram evacuados e levados para terra firme em Omã. Imagens da Marinha tailandesa mostraram fumaça saindo da parte traseira do navio.

No mesmo dia, o navio porta-contêineres ONE Majesty, de bandeira japonesa, sofreu danos menores causados por um projétil não identificado a 46 km a noroeste de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. A embarcação foi atingida enquanto estava ancorada no Golfo, com inspeção revelando danos acima da linha d'água, mas sem feridos entre a tripulação.

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Também nesta quarta-feira, o navio graneleiro Star Gwyneth, de bandeira das Ilhas Marshall, foi atingido por um projétil desconhecido a aproximadamente 80 quilômetros a noroeste de Dubai. O projétil danificou o casco do navio no porão, mas não houve feridos ou adernamento.

Outros ataques registrados

Os incidentes se estendem por várias datas e localidades:

  • Louis P (7 de março): Navio-tanque químico de bandeira das Ilhas Marshall atacado por drone perto do porto de Jubail, Arábia Saudita. Maioria da tripulação evacuada.
  • Mussafah 2 (6 de março): Rebocador dos Emirados Árabes Unidos atingido por dois mísseis a 11 km da costa de Omã. Quatro marinheiros mortos e três gravemente feridos.
  • Sonangol Namibe (4 de março): Petroleiro das Bahamas com casco rompido após ataque perto do porto de Khor al Zubair, Iraque. Tripulação ilesa.
  • Safeen Prestige (4 de março): Porta-contêineres de Malta atingido por projétil acima da linha d'água, causando incêndio no motor. Navegava a 4 km ao norte de Omã.
  • Gold Oak (3 de março): Graneleiro controlado pela Grécia atingido a sete milhas a leste de Fujairah, Emirados Árabes Unidos. Danos ao casco, sem incêndio ou feridos.
  • Libra Trader (3 de março): Petroleiro da Índia com destroços de projétil a bordo após explosão perto de Fujairah. Chaminé danificada levemente.
  • Stena Imperative (1º de março): Navio-tanque químico dos EUA atingido por dois projéteis no porto do Bahrein. Incêndio controlado, tripulação evacuada sem feridos.
  • Ocean Electra (data não especificada): Navio-tanque químico da Libéria alvo de drone a 64 km a oeste de Sharjah, Emirados Árabes Unidos. Explosão relatada, sem feridos.
  • MKD Vyom (data não especificada): Petroleiro das Ilhas Marshall atingido por projétil acima da linha d'água, causando incêndio na casa de máquinas a 92 km de Muscat, Omã. Um tripulante morto.
  • Hercules Star (data não especificada): Navio-tanque de abastecimento de Gibraltar atacado por projétil desconhecido, causando incêndio a 31 km a noroeste de Mina Saqr, Emirados Árabes Unidos. Embarcação seguiu viagem após controle do fogo.

Contexto de tensão e ameaças

No dia 2 de março, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o Estreito de Ormuz estava fechado e que qualquer navio que tentasse passar seria incendiado. Esta declaração reflete a escalada de hostilidades na região, que já resultou em danos materiais significativos, perdas humanas e interrupções nas rotas comerciais vitais para o mercado global de petróleo.

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A situação permanece volátil, com autoridades marítimas e empresas de navegação em alerta máximo. A continuidade dos ataques pode levar a maiores perturbações na cadeia de suprimentos e aumentar as pressões diplomáticas internacionais.