Guerra aérea intensa: 6 mortos em Kiev em ataque russo com 430 drones
Ataque russo com 430 drones mata 6 em Kiev

Ataque Massivo sobre Kiev Deixa Rastro de Destruição

A noite de sexta-feira (14) testemunhou um dos mais violentos capítulos da guerra aérea entre Rússia e Ucrânia, com seis pessoas mortas na capital Kiev durante um mega-ataque que se estendeu por quase três horas na madrugada.

Segundo o presidente Volodimir Zelenski, as forças de Vladimir Putin lançaram 430 drones e 19 mísseis, a maioria direcionada contra a cidade de Kiev. Todos os distritos da capital ucraniana foram atingidos, com incêndios sendo combatidos já durante o dia.

Defesa Ucraniana e Armas Hipersônicas

A Força Aérea ucraniana afirmou ter interceptado 405 drones e 14 mísseis, incluindo dois mísseis hipersônicos do tipo Kinjal. No entanto, um raro míssil hipersônico Tsirkon não foi interceptado, according to as autoridades locais.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Embora outras áreas do país também tenham sido atingidas, o foco principal do ataque foi claramente a capital Kiev. O Ministério da Defesa russo justificou a ação como retaliação por ataques ucranianos contra refinarias e infraestrutura energética realizados nos últimos dias.

Avance Terrestre Russo e Crises Paralelas

Enquanto os céus eram palco desta batalha intensa, as forças terrestres russas continuavam seu avanço sobre territórios no leste e sul da Ucrânia. A pressão sobre o centro logístico de Pokrovsk mantém-se intensa, com tropas de Putin controlando boa parte da cidade.

A eventual queda de Pokrovsk poderia dificultar significativamente a defesa dos 20% restantes da província de Donetsk ainda em mãos ucranianas. Nesta sexta-feira, o ministério russo anunciou a tomada de mais dois vilarejos na região.

Zelenski enfrenta simultaneamente uma crise política interna, envolvendo um escândalo de desvio de R$ 527 milhões do setor energético do país. O presidente afastou o ministro da Justiça, German Galuschenko, que anteriormente ocupava a pasta da Energia.

A situação gerou preocupação entre aliados europeus, com o premiê alemão Friedrich Merz ligando para Zelenski para pedir rigor nas investigações. A União Europeia classificou o episódio como lamentável, enquanto a França anunciou visita de Zelenski a Paris na segunda-feira (17) para sinalizar apoio continuado.

No front assimétrico, a Ucrânia retaliou com novos mísseis de cruzeiro de fabricação local, o Netuno Longo, contra alvos na Rússia. Um ataque atribuído a drones causou múltiplas explosões no porto de Novorossisk, no sul russo, paralisando totalmente as operações para reparos.

Internacionalmente, o governo de Donald Trump alterou sua estratégia, deixando de insistir na negociação direta com Putin para esperar os efeitos de novas sanções aplicadas às duas maiores petroleiras russas, Rosneft e Lukoil. Esta última enfrenta situação complexa com US$ 22 bilhões em ativos no exterior sob risco de congelamento ou nacionalização por governos locais.

Nada indica, porém, que Putin pretende reduzir a intensidade de sua campanha militar contra a Ucrânia, enquanto Zelenski navega entre desafios militares externos e crises políticas domésticas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar