Ataque israelense derruba prédio de 15 andares no centro de Beirute após alerta de evacuação
Ataque israelense derruba prédio de 15 andares em Beirute

Ataque israelense demole prédio de 15 andares no centro de Beirute

Um ataque aéreo israelense destruiu completamente um edifício de 15 andares no coração de Beirute na madrugada desta quarta-feira, 18 de março de 2026. O prédio localizado no bairro de Bashoura, área central da capital libanesa, foi atingido por um míssil que causou o colapso total da estrutura, reduzindo-a a escombros em meio a uma enorme nuvem de fumaça.

Alerta prévio evitou vítimas no local

Uma hora antes do ataque, o Exército israelense emitiu um alerta específico ordenando a evacuação do prédio e das construções adjacentes. O comunicado militar israelense afirmava que o edifício estava localizado próximo a uma instalação do Hezbollah, grupo considerado terrorista por Israel. Graças a este aviso prévio, não há registro de mortos ou feridos no local do ataque ao prédio de 15 andares, embora socorristas tenham sido deslocados para a área.

Vídeos que circularam nas redes sociais mostram o momento exato em que o míssil atinge a base do edifício, seguido pelo colapso completo da estrutura. Testemunhas relatam que a área foi tomada por uma densa nuvem de fumaça, com destroços espalhados pelas ruas e um forte cheiro de queimado no ar.

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Outros bombardeios causam mortes em Beirute

Enquanto o ataque ao prédio de Bashoura não causou vítimas devido ao alerta prévio, outros bombardeios israelenses realizados durante a mesma madrugada em diferentes bairros de Beirute resultaram em 12 mortos e 17 feridos. Nos bairros de Zuqaq al Blat e Basta, os ataques ocorreram sem qualquer aviso prévio, conforme confirmado por autoridades locais libanesas.

O edifício destruído em Bashoura já havia sido alvo de vários ataques nos dias anteriores, mas esta foi a primeira vez que a estrutura foi completamente demolida. Especialistas observam que o local do último bombardeio é considerado distante dos principais redutos do Hezbollah, indicando uma expansão das áreas atingidas pelo conflito.

Contexto do conflito entre Israel e Hezbollah

Esta ação militar integra a escalada de violência que começou em 2 de março, quando o Hezbollah disparou foguetes contra território israelense em retaliação à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei durante operações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel. Desde então, as forças israelenses intensificaram os ataques contra posições do grupo armado libanês apoiado pelo Irã.

Segundo dados do governo libanês, a violência já ceifou aproximadamente 912 vidas no país, incluindo 111 crianças. Mais de um milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas, principalmente nas regiões sul e leste do Líbano e nos subúrbios ao redor de Beirute, onde a presença do Hezbollah é mais forte.

Reações internacionais e críticas internas

Diante do agravamento da crise humanitária, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu um cessar-fogo imediato durante visita a Beirute na semana passada. Após reunião com o presidente libanês Joseph Aoun, Guterres afirmou que o Líbano foi "arrastado para uma guerra que seu povo nunca quis".

O conflito tem alimentado críticas internas ao Hezbollah, acusado por parte da população libanesa de ter levado o país para mais um confronto destrutivo com Israel. Fundado em 1982 e apoiado pelo Irã, o grupo político-militar construiu ao longo das décadas um arsenal considerado por analistas mais robusto do que o próprio Exército libanês.

Na terça-feira, 17 de março, o Exército israelense anunciou uma nova onda de ataques "contra a infraestrutura terrorista do Hezbollah em Beirute", indicando que a violência deve continuar nos próximos dias. A situação permanece tensa enquanto autoridades avaliam os danos e a comunidade internacional pressiona por uma solução diplomática para o conflito.

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