EUA atacam barco suspeito de narcotráfico no Pacífico; apenas 3 sobrevivem
Ataque dos EUA no Pacífico deixa apenas 3 sobreviventes

Ataque americano no Pacífico deixa apenas três sobreviventes em barco suspeito

O Exército dos Estados Unidos realizou um ataque contra uma embarcação suspeita de transporte de drogas no Oceano Pacífico, conforme informou o Pentágono nesta sexta-feira, 20 de março de 2026. De acordo com o Comando Sul das Forças Armadas americanas (Southcom), apenas três pessoas sobreviveram ao bombardeio, que faz parte da ampla e controversa campanha de Washington contra o que denomina "narcoterrorismo" na América Latina e Caribe.

Operação letal sem número oficial de mortos

Em publicação na rede social X, o Southcom declarou que "a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação de baixo perfil operada por organizações terroristas". O comando militar americano afirmou que "informações de inteligência confirmaram que a embarcação estava navegando por rotas conhecidas de narcotráfico e envolvida com operações do tipo", embora não tenha apresentado provas públicas dessas alegações.

Um vídeo divulgado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos mostra o momento exato em que um míssil atinge a embarcação, causando uma explosão violenta e deixando o veículo completamente em chamas. Apesar de classificar o episódio como "letal", o Southcom não informou o número preciso de mortos, limitando-se a indicar que três indivíduos descritos como "narcoterroristas" sobreviveram ao incidente. Segundo o comando, a Guarda Costeira americana foi acionada para resgatar os sobreviventes.

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Campanha polêmica desde 2025

Desde o início do segundo mandato do presidente Donald Trump, em janeiro de 2025, os Estados Unidos iniciaram uma ofensiva sistemática contra embarcações suspeitas de narcotráfico no Oceano Pacífico e no Caribe. O republicano insiste que seu país está em guerra contra organizações criminosas que operam na região, e essa política de bombardeios já resultou na morte de mais de 150 suspeitos, segundo registros oficiais.

A estratégia militar americana tornou-se alvo de duras críticas por parte de juristas internacionais, grupos de direitos humanos e lideranças políticas latino-americanas. Os críticos destacam que os Estados Unidos não forneceram provas conclusivas de que as embarcações atacadas estavam efetivamente envolvidas com o tráfico de drogas, levantando sérias questões sobre a legalidade dessas operações.

Acusações de execuções extrajudiciais

Especialistas em direito internacional apontam que os ataques americanos podem ser considerados execuções extrajudiciais, uma vez que aparentemente mataram civis que não representavam ameaça imediata à segurança dos Estados Unidos. Sob a administração Trump, Washington despachou navios de guerra e aeronaves militares para as águas que circundam a América Latina, criando uma das maiores concentrações militares do país na região em décadas.

A política de confronto direto ainda teve reverberações mais amplas em janeiro de 2026, quando forças especiais americanas capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro sem autorização prévia do Congresso dos Estados Unidos. O autocrata e sua esposa, Cilia Flores, foram transportados para Nova York, onde enfrentam acusações relacionadas ao narcotráfico em tribunais americanos.

A continuidade dessas operações militares sem transparência adequada continua gerando tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e países latino-americanos, além de preocupações sobre o respeito ao direito internacional e aos direitos humanos na chamada guerra contra as drogas.

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