Ataque a escola no Irã deixa 148 mortos; Israel nega autoria e EUA investigam
Ataque a escola no Irã mata 148; Israel nega e EUA investigam

Ataque a escola infantil no Irã eleva número de mortos para 148

O número de vítimas fatais em um ataque com mísseis que atingiu uma escola infantil para meninas no sul do Irã subiu para 148, conforme informou a mídia estatal do país neste domingo, 1º de março. O incidente, que também deixou 95 feridos, ocorreu durante uma ofensiva aérea conjunta dos Estados Unidos e de Israel, embora ambos os países tenham negado a autoria do ataque específico à instituição de ensino.

Detalhes do ataque e reações internacionais

O ataque aconteceu na manhã de sábado, primeiro dia da semana letiva no Irã, na cidade de Minab. A escola, que abrigava aproximadamente 170 alunas no momento do bombardeio, foi severamente danificada, com imagens verificadas por agências internacionais mostrando escombros, fumaça e equipes de resgate escavando em busca de sobreviventes. O prédio da escola é adjacente a um quartel da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, o que pode ter contribuído para o alvo.

O Irã atribuiu a responsabilidade pela tragédia aos Estados Unidos e a Israel. Em resposta, o porta-voz militar israelense, tenente-coronel Nadav Shoshani, declarou que "não temos conhecimento de nenhum ataque israelense ou americano na região", enfatizando que as operações são conduzidas com extrema precisão. Por sua vez, o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central americano, afirmou que estão cientes dos relatos e investigam os danos a civis, ressaltando que a proteção de civis é de suma importância.

Impacto humanitário e condenações

A tragédia gerou comoção internacional, com figuras proeminentes condenando o ataque. Hossein Kermanpour, porta-voz do Ministério da Saúde iraniano, descreveu o bombardeio como "a notícia mais amarga" do conflito. Malala Yousafzai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, destacou a brutal interrupção das vidas das meninas e exigiu justiça, lembrando a obrigação de proteger civis e escolas perante o direito internacional.

Restrições à cobertura jornalística no Irã dificultam a verificação independente dos números, mas vídeos autenticados mostram a dimensão da devastação, com mochilas e livros escolares sendo retirados dos destroços. A comunidade internacional acompanha com preocupação as investigações em andamento, que buscam esclarecer as circunstâncias do ataque e responsabilizar os envolvidos.