Ataque conjunto de EUA e Israel atinge assembleia iraniana em momento crucial
Estados Unidos e Israel realizaram nesta terça-feira, 3 de março de 2026, um ataque direto contra a Assembleia de Especialistas do Irã, órgão constitucional responsável pela eleição do novo líder supremo do país. O ataque ocorreu na cidade sagrada de Qom, localizada ao sul da capital Teerã, conforme informações divulgadas pela imprensa local e agências de notícias internacionais.
Presença total dos aiatolás durante o ataque
Segundo jornais israelenses que citam fontes do governo de Israel, todos os 88 aiatolás que compõem a Assembleia de Especialistas estavam presentes no momento exato do ataque. A agência de notícias iraniana Tasnim descreveu o incidente como um ataque dos "criminosos americano-sionistas" contra o prédio da assembleia em Qom.
Este ataque ocorre em um contexto de extrema tensão regional, poucos dias após a morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, durante uma ofensiva conjunta realizada por Estados Unidos e Israel no final de semana anterior. Khamenei governou o Irã como líder supremo por impressionantes 37 anos, tendo assumido o cargo em 1989 após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, figura central da revolução islâmica iraniana.
Reações imediatas e medidas governamentais
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian classificou a morte de Khamenei como "um grande crime" e decretou oficialmente um período de luto nacional de 40 dias, além de estabelecer sete dias de feriados públicos em homenagem ao falecido líder. Enquanto isso, a agência de notícias estatal IRNA informou que, até a eleição de um novo líder supremo, um conselho tripartite assumirá temporariamente as funções de liderança no país.
Este conselho interino será formado pelo presidente da república, pelo chefe do poder judiciário e por um dos juristas do Conselho dos Guardiões, órgão responsável por supervisionar a compatibilidade das leis com a constituição e os princípios islâmicos. Além do aiatolá Khamenei, mais de 40 oficiais de alta patente das forças iranianas foram mortos no ataque de sábado, conforme declarado pelo presidente americano Donald Trump.
Escalada militar e retaliações regionais
Em resposta à morte de seu líder supremo, o governo iraniano intensificou significativamente suas operações militares contra bases americanas localizadas no Oriente Médio. Teerã já disparou ataques contra alvos estratégicos em três países aliados dos Estados Unidos na região:
- Bahrein
- Emirados Árabes Unidos
- Kuwait
Esta escalada militar representa uma das crises mais graves na região nas últimas décadas, com potencial para desestabilizar ainda mais o já frágil equilíbrio geopolítico do Oriente Médio. A escolha do momento do ataque - durante uma reunião crucial da Assembleia de Especialistas - sugere uma estratégia deliberada para interromper o processo de sucessão de liderança no Irã.
Analistas internacionais alertam que a situação pode evoluir para um conflito de proporções ainda maiores, considerando a importância estratégica do Irã na região e suas alianças com diversos grupos armados em vários países do Oriente Médio. A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos desta crise que já resultou em perdas humanas significativas e ameaça a estabilidade regional.



