Pesquisa revela que apenas 25% dos americanos aprovam ataques dos EUA ao Irã
Apenas 25% dos americanos aprovam ataques dos EUA ao Irã

Baixa aprovação popular aos ataques dos EUA ao Irã revela divisão na sociedade americana

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada neste domingo, 1° de março de 2026, revelou um dado impactante sobre a opinião pública nos Estados Unidos: apenas um em cada quatro americanos aprova os ataques aéreos realizados em conjunto com Israel contra o Irã. O levantamento, que coletou respostas online de 1.282 adultos no país, mostra que apenas 27% dos entrevistados apoiaram a ofensiva militar, enquanto 43% a desaprovaram e 29% não tinham certeza sobre sua posição.

Operação conjunta causa mortes de alto escalão no Irã

Os ataques, que ocorreram no sábado, 28 de fevereiro, resultaram na morte de dezenas de comandantes militares, políticos e do próprio líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Entre as vítimas de alto escalão estão:

  • Abdolrahim Mousavi, comandante do Estado-Maior das Forças Armadas
  • Mohammad Pakpour, chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC)
  • Ali Shamkhani, assessor próximo do líder supremo e presidente do Conselho Nacional de Defesa
  • Aziz Nasirzadeh, ministro da Defesa e Logística das Forças Armadas

A pesquisa foi iniciada ainda no sábado, quando a operação militar foi realizada, e possui uma margem de erro de três pontos percentuais, oferecendo uma fotografia precisa da opinião pública americana no momento dos acontecimentos.

Maioria acredita que Trump usaria força militar

Outro dado relevante do estudo mostra que mais da metade dos entrevistados (56%) acredita que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está disposto a usar força militar para defender interesses americanos. Essa percepção varia significativamente entre os grupos políticos:

  • 87% dos democratas compartilham essa interpretação
  • 23% dos republicanos concordam com a afirmação
  • 60% dos independentes (pessoas não filiadas a partidos) também acreditam nessa disposição

Resposta iraniana e consequências regionais

Após os ataques no sábado, o Irã respondeu com uma onda sem precedentes de disparos retaliatórios por todo o Oriente Médio, visando vários países que abrigam bases militares americanas, incluindo Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. Os ataques continuaram durante todo o fim de semana, resultando em:

  • Mortes de civis em diferentes localidades
  • Danos significativos a propriedades e infraestrutura
  • Paralisação do tráfego aéreo e marítimo em toda a região

Trump se abre para diálogo com novo líder interino

Ainda neste domingo, o presidente americano afirmou que concordou em conversar com o novo líder interino do Irã, Alireza Arafi. Em entrevista à revista americana The Atlantic, Trump declarou que Teerã deveria ter escolhido o diálogo antes, em referência às rodadas de negociações sobre o programa nuclear iraniano que fracassaram anteriormente.

"Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou conversar com eles. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter oferecido algo que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais", informou Trump em telefonema, acrescentando que não sabe dizer quando as tratativas serão realizadas.

O líder americano também apontou que algumas das autoridades iranianas envolvidas nas negociações nucleares foram mortas nos bombardeios, o que definiu como "um grande golpe" ao regime. Ele ressaltou que o Irã poderia "ter chegado a um acordo", mas "jogaram sujo demais".

Questionado se prolongaria a campanha militar para apoiar um levante popular no Irã, Trump evitou uma resposta direta: "Tenho que analisar a situação no momento em que acontecer", ponderou o presidente republicano, mantendo uma postura cautelosa sobre possíveis desenvolvimentos futuros no conflito.