Pesquisa revela que 67% dos brasileiros exigem posicionamento público das empresas contra o racismo
67% dos brasileiros cobram posição de empresas contra racismo

Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros cobra posicionamento público das empresas contra o racismo

Uma pesquisa encomendada pelo Movimento pela Equidade Racial (MOVER) e pelo Movimento Mulher 360, realizada pela Edelman, revela que 67% dos brasileiros acreditam que as organizações devem se manifestar publicamente contra o racismo e a injustiça racial. O levantamento, que ouviu 2.181 pessoas em todo o país, indica uma crescente expectativa da sociedade em relação ao papel das empresas na promoção da equidade.

Progresso percebido, mas desigualdades persistentes

De acordo com os dados, sete em cada dez brasileiros percebem algum progresso no combate ao racismo no último ano. No entanto, metade desses que identificam melhorias avalia que o avanço foi pequeno, enquanto 20% afirmam que a situação piorou ou não mudou, e 6% não souberam responder. A pesquisa destaca que 92% dos entrevistados reconhecem a existência de racismo e injustiça racial no Brasil, sublinhando a profundidade das desigualdades no país.

Expectativas ampliadas para as empresas

Além do racismo, a pesquisa também aborda a questão de gênero, mostrando que 64% dos brasileiros esperam que as empresas se posicionem publicamente contra a desigualdade de gênero. Isso reflete uma demanda crescente por responsabilidade social corporativa, onde os consumidores e a sociedade em geral passam a valorizar mais as ações e declarações das organizações em temas sensíveis.

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O estudo foi divulgado em um contexto de debates acalorados sobre racismo, como evidenciado por protestos recentes, incluindo um no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo. Esses eventos têm amplificado a discussão pública e pressionado as empresas a adotarem posturas mais claras e ativas.

Implicações para o mundo dos negócios

Com a maioria dos brasileiros cobrando um posicionamento firme, as empresas enfrentam um novo paradigma onde o silêncio pode ser interpretado como cumplicidade. A pesquisa sugere que, para manter a confiança do público e se alinhar com os valores sociais, as organizações precisam ir além das práticas internas e assumir um papel mais visível na luta contra a discriminação.

Em resumo, os dados reforçam a necessidade de as empresas brasileiras não apenas implementarem políticas de diversidade, mas também se comunicarem abertamente sobre seu compromisso com a equidade racial e de gênero, respondendo às expectativas de uma sociedade cada vez mais consciente e exigente.

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