Zé Trovão se diz 'boi de piranha' e nega agressão a Motta em motim bolsonarista
Zé Trovão nega agressão a Motta em motim bolsonarista

Zé Trovão se defende no Conselho de Ética e nega agressão a presidente da Câmara

O deputado Zé Trovão, um dos alvos de representação por sua participação no motim bolsonarista que paralisou os trabalhos da Câmara dos Deputados por quase 48 horas no ano passado, afirmou ter sido "boi de piranha" quando foi escolhido para punição. Em audiência no Conselho de Ética, o parlamentar negou veementemente ter agredido ou impedido o presidente da Casa, Hugo Motta, de acessar a Mesa Diretora durante o episódio.

Motim bolsonarista e as acusações contra Trovão

O motim, ocorrido em 2025, foi marcado pela invasão de um grupo bolsonarista ao plenário, resultando na suspensão das sessões por um período prolongado. Além de Zé Trovão, os deputados Marcel Van Hattem e Marcos Pollon também foram representados pela iniciativa, que busca apurar responsabilidades éticas. Trovão, no entanto, destacou seu papel como alvo principal, usando a expressão "boi de piranha" para sugerir que foi injustamente selecionado como bode expiatório no caso.

Negativa de agressão e versão dos fatos

Durante seu depoimento, Zé Trovão contestou a acusação de que teria tentado impedir Hugo Motta de reassumir o comando da sessão, que estava temporariamente suspensa. Ele afirmou que a alegação é falsa e admitiu apenas ter discutido com Motta em um momento tenso. Segundo o deputado, enquanto Motta tentava subir na tribuna, ele consultava o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, sobre a liberação do acesso do presidente.

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De acordo com a versão de Trovão, foi Sóstenes Cavalcante quem o orientou a permanecer na escada, com o objetivo de evitar que deputados da esquerda subissem e provocassem tumultos adicionais. Essa orientação, segundo ele, justificaria sua presença no local, mas não configuraria um ato de agressão ou impedimento direto contra Motta.

Contexto político e implicações

O caso ocorre em um cenário de tensões políticas pós-motim, com o Conselho de Ética analisando a conduta dos envolvidos. A representação contra Zé Trovão e outros deputados reflete esforços para responsabilizar participantes do episódio, que gerou críticas por interromper o funcionamento democrático da Câmara. A defesa de Trovão enfatiza sua obediência a orientações partidárias e nega qualquer violência, buscando minimizar sua culpa no incidente.

O desfecho do processo no Conselho de Ética poderá influenciar não apenas a carreira política de Zé Trovão, mas também o debate sobre a disciplina parlamentar e os limites da atuação de grupos políticos em situações de conflito. Enquanto isso, a polêmica continua a reverberar, com expectativas por novas audiências e decisões sobre o caso.

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