Lula exonera Fernando Haddad do Conselho da Itaipu Binacional em medida publicada no DOU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad do cargo de conselheiro da Itaipu Binacional, conforme medida publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última terça-feira, 31 de março de 2026. A exoneração, que também incluiu a secretária nacional de finanças e planejamento do PT, Gleide Andrade de Oliveira, marca um movimento significativo no cenário político brasileiro, especialmente em um contexto eleitoral.
Contexto político e motivações para a exoneração
Fernando Haddad, que atualmente é pré-candidato ao governo do estado de São Paulo, necessita de desincompatibilização de cargos públicos para poder disputar oficialmente o pleito estadual. A exoneração do Conselho da Itaipu Binacional é um passo crucial nesse processo, permitindo que ele se dedique integralmente à campanha eleitoral sem conflitos de interesse ou impedimentos legais.
Haddad foi nomeado por Lula para integrar o Conselho da hidrelétrica logo no início do terceiro mandato presidencial, em 2023. Na época, o presidente realizou uma troca completa dos sete nomes indicados ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, reafirmando sua influência sobre a gestão da importante empresa binacional.
Impactos e reações à medida
A exoneração de Haddad e de Gleide Andrade de Oliveira do Conselho da Itaipu Binacional pode ter implicações significativas para a estratégia política do PT e para a administração da hidrelétrica. Especialistas apontam que a medida reflete a necessidade de alinhar os quadros partidários com as demandas eleitorais, especialmente em um ano marcado por disputas estaduais e federais.
Além disso, a Itaipu Binacional, como uma das maiores geradoras de energia limpa do mundo, desempenha um papel vital na economia e na infraestrutura energética do Brasil e do Paraguai. Mudanças em seu conselho podem influenciar decisões estratégicas e políticas públicas relacionadas ao setor elétrico.
A publicação no DOU consolida a exoneração como um ato oficial, encerrando o vínculo de Haddad com o cargo e abrindo caminho para sua campanha em São Paulo. Observadores políticos aguardam as próximas movimentações do ex-ministro e do PT no cenário eleitoral.



