Governo Lula e Alcolumbre em acordo de blindagem mútua na CPMI do INSS
Blindagem mútua entre governo e Alcolumbre na CPMI do INSS

Governo Lula e Alcolumbre em acordo de blindagem mútua na CPMI do INSS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), instalada em agosto do ano passado para apurar um esquema de desvio bilionário contra aposentados e pensionistas, enfrenta obstáculos significativos em seu objetivo principal: identificar quais políticos se beneficiaram da roubalheira. Em minoria no colegiado, a oposição tem culpado o governo federal pelo fato de a apuração parlamentar andar de lado, sem alcançar o andar de cima, que incluiria ministros de Estado, parlamentares importantes e pessoas próximas a autoridades de primeiro escalão.

Quebra de sigilo de Lulinha gera atritos e manobras políticas

Na última quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, essa alegada blindagem foi trincada com a aprovação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão resultou em troca de sopapos verbais entre oposicionistas e governistas, mas os dados do primogênito de Lula ainda não chegaram à CPMI. E talvez não cheguem, devido a manobras políticas em andamento.

Petistas estão mobilizados para que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anule a quebra dos sigilos de Lulinha, alegando que a votação foi fraudada. Nos bastidores, contam com uma carta mais importante na manga: desde o início da CPMI do INSS, governo Lula e Alcolumbre têm jogado juntos em um acordo de blindagem mútua.

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Proteção recíproca envolve senador e assessor de Alcolumbre

Por exemplo, para proteger o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que conhecia o "Careca do INSS", operador da roubalheira, e é suspeito de ter recebido recursos do esquema. Rocha nega as acusações, e até agora não há provas conhecidas contra ele. A base governista também protegeu um assessor de Alcolumbre, que recebeu três milhões de reais de uma empresa investigada no escândalo do INSS. A blindagem ao homem de confiança do presidente do Congresso continua firme.

Em retribuição, os petistas esperam que o senador ajude a anular o revés sofrido por Lulinha, já que acordos são de mão dupla. Essa relação de parceria entre Lula e Alcolumbre tem sido fundamental para o avanço da pauta econômica do governo no Congresso, cuja cúpula segura o avanço de investigações explosivas, como a do Banco Master.

Contrapartida inclui cargos na administração pública

A contrapartida para Alcolumbre é substancial, refletindo-se na lista de cargos que o senador tem na administração pública. Essa lista inclui ministérios, diretorias de bancos públicos, agências reguladoras e cargos de comando em diversas autarquias, demonstrando os dividendos políticos da parceria.

Apesar de trocarem algumas caneladas, Lula e Alcolumbre mantêm uma relação estratégica que beneficia ambos os lados, enquanto a CPMI do INSS segue emperrada, sem conseguir desvendar completamente o esquema bilionário que prejudicou milhares de aposentados e pensionistas em todo o país.

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