Aos 12 anos, Pedro Eduardo Cuba iniciou sua jornada acadêmica no Centro Universitário Uniftec, em Caxias do Sul, nesta quarta-feira (13). O menino, que mora na cidade, foi aprovado com nota máxima no vestibular de Biomedicina e agora acompanha, como aluno ouvinte, as aulas da disciplina de Psicologia em Saúde.
Sonho de ser neurocirurgião
Pedro revela seu grande objetivo: "Quero ser neurocirurgião. É o meu grande sonho poder auxiliar as pessoas operando o cérebro delas, ajudar milhões de pessoas com esse meu dom". A facilidade com o conhecimento vem da superdotação, identificada ainda na infância. A busca constante por novos aprendizados sempre fez parte de sua rotina, e ele já participou do quadro Pequenos Gênios, do Domingão com Huck.
Reação dos colegas e da universidade
A colega universitária Lisie Fabro comentou: "Eu fiquei um pouco perplexa. Receber um aluno tão novo é muito surpreendente, mas acho que vai ser muito legal trocar essa experiência com ele. Sei que ele vai poder nos ensinar muitas coisas, a gente também vai poder ensiná-lo". Pedro, por sua vez, afirmou: "Todo novo conhecimento é uma coisa que me deixa feliz. Eu estou realizando um sonho. Essa questão de estar cursando uma cadeira na faculdade faz brilhar meus olhos. É incrível".
Trajetória escolar e apoio emocional
Identificado com altas habilidades ainda na infância, Pedro já pulou duas séries na escola — o 4º e o 8º ano do ensino fundamental. Mesmo com a experiência universitária, ele ainda frequenta normalmente o colégio. O coordenador pedagógico do Colégio Madre Imilda, onde Pedro estuda, destacou a importância do acompanhamento emocional e social: "Não é apenas uma avaliação cognitiva. A escola precisa cuidar da dimensão emocional e socioafetiva desse aluno".
Ineditismo na universidade
A universidade afirma que é a primeira vez em 35 anos que recebe um aluno tão jovem. O vice-presidente de operações e serviços acadêmicos do Uniftec, Eduardo Müller Araújo, explicou que Pedro pode acompanhar as aulas teóricas e, futuramente, validar os conhecimentos. O professor da disciplina, William Fiusa, acredita na troca: "A gente fala muito sobre empatia e lidar com as diferenças, então acho que vamos poder vivenciar um pouquinho do que a gente estuda na teoria".



