Ministério Público da Paraíba recomenda suspensão de concurso municipal em Serra Branca
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) emitiu uma recomendação formal nesta terça-feira, dia 24, solicitando a imediata suspensão do processo seletivo da Prefeitura de Serra Branca. A medida foi tomada após a identificação de diversas irregularidades no edital do certame, que comprometem a transparência e a legalidade do concurso público.
Exigência de residência é considerada ilegal pelo órgão ministerial
Um dos principais pontos contestados pelo MPPB foi a exigência de comprovação de residência no município de Serra Branca por pelo menos um ano para os candidatos às vagas de Agente de Combate às Endemias (ACE). Segundo o Ministério Público, essa condição é considerada ilegal, pois dificulta o acesso equitativo às oportunidades de emprego público e viola princípios constitucionais.
A banca organizadora Somnus Concursos confirmou que acatará a recomendação do Ministério Público, suspendendo as provas objetivas que estavam programadas para o próximo final de semana. A empresa foi procurada pelo g1 e afirmou que tomará as medidas necessárias para regularizar a situação.
Problemas adicionais no edital incluem prazo curto e pagamento limitado
Além da questão da residência, o MPPB destacou outros problemas significativos no edital do concurso. O prazo estabelecido para as inscrições foi considerado excessivamente curto, o que pode ter prejudicado muitos candidatos interessados em participar do processo seletivo.
Outro ponto crítico foi a forma de pagamento da taxa de inscrição, que foi limitada exclusivamente ao modo presencial. Os candidatos eram obrigados a se dirigir pessoalmente à Secretaria Municipal de Saúde ou à Prefeitura de Serra Branca para efetuar o pagamento, o que representa uma barreira adicional e desnecessária.
Recomendações do Ministério Público para regularizar o processo
Diante dessas irregularidades, o Ministério Público da Paraíba recomendou não apenas a suspensão do concurso, mas também a reabertura do prazo de inscrições e a alteração dos trechos problemáticos do edital. As medidas visam garantir que o processo seletivo seja conduzido de forma justa, transparente e em conformidade com a legislação vigente.
O caso serve como um alerta para a importância de se observar rigorosamente as normas legais na elaboração de editais de concursos públicos, assegurando que todos os cidadãos tenham igualdade de condições para participar.



