8 brasileiros presos na Bolívia sem previsão de retorno após protestos
Brasileiros presos na Bolívia por bloqueios em estradas

Um grupo de oito turistas brasileiros permanece retido em La Paz, na Bolívia, sem previsão de quando poderá retornar ao Brasil. Eles estão presos na capital boliviana desde a última quarta-feira, 7 de fevereiro, devido a bloqueios nas estradas causados por protestos.

Longa caminhada e falta de opções

Os brasileiros viajavam de Cusco, no Peru, com destino a Mato Grosso do Sul, quando foram impedidos de seguir viagem. Diante da paralisação, uma passageira, que preferiu não se identificar, contou que o grupo decidiu descer do ônibus e caminhar cerca de 15 quilômetros a pé até conseguir algum transporte para La Paz.

"Tá um caos aqui na Bolívia e principalmente em La Paz. Ontem o grupo decidiu sair do ônibus e ir a pé até uma cidade próxima. Andamos 15km a pé", relatou a turista.

Atualmente hospedados na capital, eles também tentaram deixar o país por outros meios, mas sem sucesso. Tanto a rodoviária quanto o aeroporto não ofereciam alternativas viáveis, com ausência de ônibus e voos disponíveis.

Origem dos turistas e previsão frustrada

Dos oito turistas afetados, seis são naturais de Campo Grande e os outros dois de Dourados, ambas cidades de Mato Grosso do Sul. A chegada ao estado brasileiro estava inicialmente programada para sexta-feira, 9 de fevereiro, por volta das 18h. No entanto, a continuação dos bloqueios tornou essa data impossível, e ainda não há uma nova previsão concreta para o retorno.

Motivo dos protestos e bloqueios

Os protestos que paralisaram as estradas bolivianas têm origem em uma decisão do governo local. As manifestações começaram após a suspensão dos subsídios aos combustíveis, uma medida que fez o preço da gasolina e do diesel praticamente dobrar no país.

Manifestantes argumentam que o aumento excessivo dos combustíveis elevou o custo de vida e encareceu produtos básicos para a população. Em resposta, iniciaram bloqueios em rodovias de várias regiões na terça-feira, 6 de fevereiro.

A mobilização não é recente. Desde dezembro, a Central Operária Boliviana (COB), maior central sindical do país, organiza atos em La Paz. Nos últimos dias, os protestos ganharam mais força com a adesão de grupos de camponeses e professores.

A situação permanece incerta para os brasileiros, que aguardam a liberação das vias para finalmente conseguirem voltar para casa.