Raquel Lyra e JHC contratam mesmo marqueteiro para campanhas de 2026
Raquel Lyra e JHC fecham com mesmo marqueteiro para 2026

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PSDB-AL), contrataram o mesmo marqueteiro para comandar suas campanhas eleitorais de 2026. O publicitário Igor Paulin será o responsável por conduzir as ações de comunicação na tentativa de reeleição de Raquel ao mesmo tempo em que vai pilotar a estreia eleitoral de JHC na disputa pelo governo de Alagoas.

Quem é Igor Paulin

Formado em Comunicação pela Cásper Líbero, em São Paulo, Paulin foi repórter de VEJA há muitos anos e chegou a comandar a antiga sucursal do Rio Grande do Sul. Ele também integrou a equipe de jornalismo da revista Época, de 2011 a 2013, e teve experiências na cobertura de países do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai e Bolívia). Em 2013, migrou para a publicidade e, desde então, ajuda pessoas e instituições a contarem suas histórias. Em 2017, fez uma breve pausa para estudar nos Estados Unidos e voltou com mais bagagem. Na última década, atuou em diferentes projetos, especializando-se na elaboração de estratégias de comunicação baseadas em pesquisas de opinião pública e monitoramento de redes sociais.

Paulin conduziu as duas campanhas eleitorais de JHC para a prefeitura de Maceió (2020 e 2024) e também coordenou a campanha de Lyra em 2022. Além disso, trabalhou com a ex-ministra Simone Tebet (PSB) quando ela se elegeu senadora pelo Mato Grosso do Sul, em 2018, e já prestou serviços para partidos como MDB e PSDB.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Cenários eleitorais distintos

Em Pernambuco, segundo maior colégio eleitoral do Nordeste, com 7,1 milhões de eleitores, a disputa será acirrada entre Raquel Lyra e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto, mas com margem cada vez menor. Campos é próximo de JHC e chegou a tentar filiá-lo ao PSB no ano passado, como forma de amarrar um acordo que o maceioense fechou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para se esquivar, JHC deixou o PL e se filiou ao PSDB (antigo partido de Raquel Lyra), tornando-se um dos quatro principais nomes do tucanato atualmente, ao lado de Aécio Neves, Ciro Gomes e Marcone Perillo.

Já em Alagoas, sétimo colégio eleitoral do Nordeste, com 2,4 milhões de eleitores, JHC precisou trair o acordo que fez com Lula e cumprir sua palavra em outro combinado que tinha com seu então vice, Rodrigo Cunha (Pode). Com Lula, ele havia acertado que, caso o petista indicasse sua tia Marluce Caldas a uma vaga do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) — o que foi feito — ele não seria candidato a nada em 2026, abrindo espaço, no Senado, para a reeleição de Renan Calheiros (MDB) e eleição de Arthur Lira (PP) e, no governo, para a candidatura do ex-ministro dos Transportes Renan Filho (MDB). Agora, disputando a vaga, ele deixa o cenário mais difícil para o ex-ministro, visto que é muito cativo do eleitor local, tendo sido um dos prefeitos de capital mais bem avaliados do Brasil no final de 2025, atingindo 73% de aprovação, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada em dezembro de 2025.

O acordo cumprido foi aquele tratado com Cunha, que só aceitou se tornar vice de JHC com a condição de que passaria a ser prefeito de Maceió em 2026, quando JHC deixaria o cargo para competir por outra vaga maior. Como Cunha era senador por Alagoas, a mudança de cargo dele possibilitou ainda que a mãe de JHC, Eudócia Caldas (PSDB), assumisse a vaga no Congresso como suplente.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar