Uma nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira, 28 de abril, revela um cenário desafiador para o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República. O levantamento aponta dois problemas centrais: a avaliação de sua gestão atingiu os piores índices da série histórica, e seu candidato a sucessor, o atual governador Mateus Simões (PSD), permanece estagnado nas pesquisas para o governo estadual.
Avaliação do governo Zema em queda
De acordo com a pesquisa, o governo Zema, que terminou em março, é aprovado por 52% dos mineiros e reprovado por 41%. Esses são, respectivamente, o menor e o maior índice registrados nos últimos dois anos. Desde dezembro de 2024, a percepção favorável ao ex-governador caiu 12 pontos percentuais, enquanto a visão desfavorável subiu na mesma proporção.
A avaliação qualitativa também não traz boas notícias. Entre fevereiro de 2025 e agora, a satisfação com a gestão caiu: a parcela que considera o governo “positivo” foi de 41% para 32%, enquanto a percepção “negativa” saltou de 14% para 26%. Esse movimento indica uma deterioração significativa da imagem de Zema entre os eleitores mineiros.
Alinhamento ao bolsonarismo perde força
O alinhamento de Romeu Zema ao bolsonarismo, que foi crucial para suas vitórias em 2018 e 2022, parece ter perdido tração. A pesquisa mostra que 37% dos entrevistados desejam um governador independente, 30% preferem um aliado ao presidente Lula, e apenas 28% defendem um gestor próximo a Jair Bolsonaro. Esse dado sugere que a estratégia de Zema de se associar ao ex-presidente pode não ser tão eficaz quanto antes.
Mateus Simões patina na sucessão
A aposta de Zema em Mateus Simões, que assumiu o governo em 22 de março, não tem se mostrado bem-sucedida. Nos quatro cenários simulados pela Quaest, o atual governador oscila entre 3% e 5% das intenções de voto, o que o coloca em uma disputa acirrada pelo terceiro ou quarto lugar. Mesmo que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), atual favorito, desistisse de concorrer, Simões não alcançaria dois dígitos de apoio.
A pesquisa também perguntou se Zema merece eleger um sucessor: 49% disseram que não, contra 42% que responderam sim. Sobre o rumo do próximo governo, 44% defendem uma mudança total, 38% querem mudar apenas o que não está bom, e apenas 13% desejam a continuidade do trabalho atual. Esses números reforçam o desgaste da gestão Zema e a dificuldade de transferir capital político para Simões.



